Record demitiu Carla Cecato por baixa produtividade e salário alto

Carla Cecato foi demitida da Record: jornalista ganhava R$ 65 mil mensais (foto: Antonio Chahestian/Record)
Carla Cecato foi demitida da Record: jornalista ganhava R$ 65 mil mensais (foto: Antonio Chahestian/Record)
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Nota da Redação: a Record também afastou Thalita Oliveira, parceira de Carla Cecato na bancada das edições de sábado do Fala Brasil. Clique aqui para saber mais.

A demissão de Carla Cecato soou como surpreendente para o público, mas passou longe de ser uma surpresa para boa parte dos profissionais que trabalhavam com a jornalista na Record. Nos bastidores, há a leitura de que ela se tornou uma funcionária cara e com rendimento extremamente baixo. A emissora desembolsava R$ 65 mil mensais para que a apresentadora do Fala Brasil – Edição de Sábado trabalhasse apenas dois dias por semana, e estivesse no ar em apenas um deles. No outro, ela apenas fazia a prova do figurino que seria usado na bancada do telejornal.

Em português claro: a conta não fechava. E a rede não podia propor uma redução salarial para tentar adequar os ganhos da jornalista com a sua atual jornada de trabalho. Ela virou celetista em 2014, ou seja, era uma funcionária contratada nos moldes da Consolidação das Leis Trabalhistas, como a maior parte dos trabalhadores do país. E uma dessas leis prevê justamente que o colaborador não pode ter seus vencimentos reduzidos, exceto se for uma alteração coletiva ou feita em acordo coletivo com o sindicato.

TV Pop apurou que a alta cúpula da Record ainda tinha algumas dúvidas se deveria ou não demitir Carla Cecato. Apesar do desequilíbrio entre função e ganhos, a jornalista era uma funcionária exímia na arte de apoiar a empresa. No início do ano, ela chorou copiosamente ao vivo a passar o bastão das edições diárias do Fala Brasil para Mariana Godoy, e não precisou receber ordens superiores para isso. Em 2018, foi uma das poucas apresentadores que vestiu publicamente a camisa do posicionamento político adotado pela emissora.

Diante disso, os executivos colocaram na balança outros fatores que envolviam a situação da âncora. A emissora se recordou dos incontáveis atestados médicos apresentados pela jornalista nos últimos anos: no final de 2019, ela disse que estava tendo sua saúde prejudicada por comandar o Fala Brasil de segunda a sexta. Afirmou que sua jornada de trabalho, que se iniciava às 6h da manhã, prejudicava o seu sono e era prejudicial a sua saúde. A direção aceitou e, após um afastamento, a realocou nas edições de sábado do telejornal.

Mesmo aos sábados, Cecato deu dores de cabeça para os colegas de trabalho. Não foram poucas as ocasiões em que ela comunicou apenas na noite de sexta-feira que não poderia estar na emissora no dia seguinte, e acabou obrigando os executivos a acionarem outras apresentadoras às pressas. E, por fim, ela não tinha um bom relacionamento com grande parte de seus colegas — inclusive com suas colegas de bancada no telejornal matinal.

Há nove anos, Carla provocou uma crise de choro em Roberta Piza, com quem dividia a bancada do Fala Brasil. O motivo? As duas discutiram por conta de Carminha, vilã da novela Avenida Brasil, da Globo. No início deste ano, ela voltou a tirar o sono dos executivos da Record ao protagonizar um bate-boca nas redes sociais com Salcy Lima por conta de roupas de luxo — a direção não gostou nada da exposição pública das duas funcionárias, e Salcy acabou deslocada para os boletins da meia-noite do Jornal da Record.

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