Pânico na Record: apresentadoras temem mais demissões em breve

Carla Cecato e Thalita Oliveira posam no cenário do Fala Brasil: uma já foi demitida, a outra deve ser desligada em breve (foto: Antonio Chahestian/Record)
Carla Cecato e Thalita Oliveira posam no cenário do Fala Brasil: uma já foi demitida, a outra deve ser desligada em breve (foto: Antonio Chahestian/Record)
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Se a demissão de Carla Cecato não surpreendeu ninguém dentro da Record, não podemos dizer o mesmo sobre o afastamento de Thalita Oliveira. Tudo caminha para que a jornalista, suspensa da apresentação do Fala Brasil de sábado, seja demitida no início da próxima semana. Em suas redes sociais, ela já até removeu a informação de que ancorava o telejornal, mas ainda se apresenta como funcionária da emissora. Nos bastidores da rede, não são poucas as apresentadoras que já temem por seus empregos.

A consumada demissão de Cecato e o provável desligamento de Thalita não representam uma crise financeira na Record. Muito pelo contrário. As duas apresentadoras eram celetistas, e receberão polpudos valores de FGTS e de verbas rescisórias por terem sido dispensadas sem justa causa. Os desligamentos não devem virar alvo de ações na justiça trabalhista, diferentemente do que aconteceu com Rachel Sheherazade, que foi demitida do SBT por e-mail. Naquele caso, ela foi até os tribunais exigir justamente o reconhecimento de seu vínculo empregatício pela CLT.

TV Pop apurou que os desligamentos fazem parte de um novo processo de mudanças do Jornalismo da emissora em São Paulo. A diretoria quer se desassociar, de uma vez por todas, das marcas da gestão de Douglas Tavolaro, que foi marcada por altos salários para nomes até então desconhecidos do mercado, como era o caso da dupla da edição de sábado do Fala Brasil. Os atuais gestores tem priorizado a contratação de nomes renomados e que já tem estrada no mercado, mas que estavam escanteados ou em busca de recolocação profissional, como foi com Mariana Godoy.

A troca de Carla Cecato e Thalita Oliveira por Fabiana Oliveira e Paloma Poeta não foi uma escolha aleatória. A nova dupla do telejornal é avaliada internamente como competente e capaz de segurar um telejornal de quase cinco horas de duração sem maiores dificuldades, justamente por terem grande vivência como repórteres de rua. E, além disso, custam muito menos aos cofres da rede do que as suas antecessoras na função, que continuaram tendo os mesmos vencimentos de quando trabalhavam mais vezes por semana, e não apenas dois dias.

Por enquanto, os maiores receios são entre quem atua nos boletins do Jornal da Record. O projeto, que só está no ar por ser patrocinado por um grande banco, é um depósito de apresentadoras sem função, que estão ali só para que a emissora possa falar que elas não estão ganhando dinheiro para ficar em casa. E, justamente por isso, algumas das âncoras sabem que estão na mira das demissões: elas poderiam ser facilmente substituídas por repórteres, que se sentiriam prestigiados com a promoção para a ancoragem eventual dos flashes do principal telejornal da rede.

 

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