Elenco de Pega Pega comemora volta da novela em edição especial

Os atores João Baldasserini, Nanda Costa, Thiago Martins e Marcelo Serrado; Pega Pega volta em edição especial na Globo (foto: Globo/Paulo Belote)
Os atores João Baldasserini, Nanda Costa, Thiago Martins e Marcelo Serrado; Pega Pega volta em edição especial na Globo (foto: Globo/Paulo Belote)
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A partir da próxima segunda-feira (19) a Globo volta a exibir na faixa das 19h a novela Pega Pega, originalmente transmitida entre junho de 2017 e janeiro de 2018. Na história do folhetim, que retorna em edição especial, Sandra Helena (Nanda Costa), Agnaldo (João Baldasserini) e Júlio (Thiago Martins) são convencidos por Malagueta (Marcelo Serrado) a embarcarem no ousado roubo de 40 milhões de dólares do bon vivant Pedrinho Guimarães (Marcos Caruso), após a venda do hotel Carioca Palace para Eric (Mateus Solano). Cada um com suas motivações, os quatro entraram numa verdadeira roubada.

Se na primeira exibição da novela o público se apegou aos ladrões, desejando que eles não encostassem no dinheiro e fossem absolvidos, João Baldasserini, que deu vida a Agnaldo, não está certo sobre como o público se posicionará desta vez. “A novela vai passar num momento em que as pessoas estão questionando o que está acontecendo com mais rigor”, diz o ator, colocando em dúvida essa predileção pelos “vilões”. Por outro lado, Baldasserini acredita que a humanização detalhada por Claudia Souto, autora, e Luiz Henrique Rios, diretor artístico da novela, de cada personagem ajuda na identificação das pessoas. “Foi tudo muito bem escrito, cada ladrão, cada característica dos personagens tão bem colocadas, que tivemos a oportunidade de desenvolver essas pessoas, essas relações, de forma a trazer graça a eles. São diferentes de uma pessoa sem caráter”, completa.

Marcelo Serrado, que interpretou Malagueta em Pega Pega, concorda com João. “Cada um achou um caminho e essa torcida para os vilões foi uma coisa muito maluca. Apesar de Claudia e Luiz serem mestres, terem levado com leveza e com humor esses personagens, fizeram com que o público se encantasse com esses quatro”, reforça. Colega de cena, Thiago Martins, que deu vida a Júlio, aposta no carisma dos personagens. “Cada um com sua particularidade teve seu objetivo no roubo. Comparado a tudo e a todos que vêm roubando há tanto tempo, eu acho que somos muito pequenos. Acredito que as pessoas vão continuar torcendo para que os ladrões saiam desse crime de forma legal. E acho que o fato de termos trazido essa história com tanta alegria a deixará mais leve. As pessoas vão se identificar e se divertir”, complementa.

Para Nanda Costa, que viveu a camareira Sandra Helena, ela, Agnaldo e Júlio entraram mesmo numa roubada. “Eles não tinham a menor experiência com isso, não sabiam como fazer, entraram na onda do Malagueta, que era mais estrategista, mais inteligente. Acho que eles nem pensaram nas consequências, no caráter, na ética, em nada. Foram impulsivos. Fizeram uma coisa extremamente errada e vão pagar no decorrer da história”, diz Nanda. A atriz lembra, ainda, que foi no momento que o personagem de João Baldasserini vai para a prisão que começaram a fazer as famosas dancinhas dos bastidores, sucesso a parte na primeira exibição da novela. “O João estava triste porque estava há semanas gravando na cela, sem encontrar com o elenco, e nos encontramos para almoçar. Chamei ele para dançar, postamos e aí começou a repercutir. Fizemos um apelo na época para a Claudia nos tirar da cadeira – Sandra Helena também foi presa na época”, lembra Nanda, aos risos.

Para a autora de Pega Pega, o debate ético é sempre atual. “É bom provocar o público com todas essas questões. Além de ética, vamos falar de diversidade, racismo, sempre com leveza. Torço para que as pessoas embarquem com a gente novamente”, comenta Claudia Souto. O diretor artístico Luiz Henrique Rios concorda: “É uma novela que fala muito sobre a escolha ética de cada um, não fala só sobre as grandes questões. A ética é uma situação particular. Todos nós escolhemos todo dia o que é bom, o que é ruim. O que é certo, o que é errado. Eu acho que isso não vai acabar nunca, essa novela é eterna. Esse assunto não tem superação, é um assunto para sempre. Quais escolhas fazemos, como escolhemos, o que resulta cada escolha que fazemos”.

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