Na CPI, Omar Aziz chama dono de emissora inexpressiva de bandido

Senador Omar Aziz chamou Marcos Tolentino de bandido (foto: Reprodução)
Senador Omar Aziz chamou Marcos Tolentino de bandido (foto: Reprodução)
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O senador Omar Aziz (PSD-AM) detonou o empresário Marcos Tolentino, dono da Rede Brasil, a RBTV, durante sessão da CPI do Senado Federal que investiga supostas omissões e irregularidades nas ações do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a crise sanitária. Nervoso com a ausência do empresário na sessão da última quinta-feira (2), o politico chamou o advogado de “bandido”.

De acordo com as investigações da CPI, Marcos Tolentino foi apontado como sócio oculto da empresa FIB Bank, responsável por oferecer uma quantia irregular na compra da vacina indiana Covaxin. O objetivo de contar com o empresário na sessão era para pressioná-lo e conseguir detalhes das negociações e explicações sobre seu relacionamento com Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo federal na Câmara.

“Esta comissão parlamentar de inquérito foi vítima de má-fé. O senhor Marcos Tolentino entrou com pedido para não comparecer no dia de hoje a essa CPI sob alegação de que ontem, às 15h41, ele tinha dado entrada no hospital Sírio Libanês”, avisou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI. Além de Tolentino, Marconi Farias deu entrada no mesmo hospital alegando dores na região pélvica. Como eles conseguiram atestado de 20 dias, o prazo ultrapassaria a data de encerramento da CPI, prevista para 17 de setembro.

“Tem que pedir informações ao hospital se os dois estão internados tanto na unidade de São Paulo quanto na de Brasília. Segundo, reiterar o pedido para que uma junta médica aprecie a situação dos dois. Terceiro, essa CPI não pode terminar agora sem ouvir o senhor Marcos Tolentino e o senhor Marconi Farias, nem que a gente leve essa CPI até 2022”, endossou Randolfe Rodrigues.

Omar Aziz ligou para o diretor clínico do hospital Sírio Libanês. O profissional prometeu realizar uma perícia técnica e identificar se as situações dos dois investigados correspondem aos prazos que os médicos lhes concederam no atestado. Neste momento, o presidente da CPI chamou os dois ausentes de “bandidos”.

“Caso o Sírio Libanês venha com um diagnóstico diferente, os dois médicos vão vir aqui na CPI explicar isso. Como é que eles protegem bandidos? Protegem investigados? Protegem pessoas que tentaram tirar proveito da compra de vacinas para brasileiros”, protestou Aziz.

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