Análise: Será que Loki veio para corrigir a linha do tempo?

Loki é a mais nova aposta do Disney+ (foto: Divulgação)
Loki é a mais nova aposta do Disney+ (foto: Divulgação)
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O Disney+ já estreou a sua mais nova série com o selo Marvel Studios: Loki. Nela, o Deus da Mentira trabalhará junto com a Autoridade de Variância Temporal (AVT) para manter a linha do tempo sagrada sem mudanças. Serão seis episódios, disponibilizados semanalmente. O seriado também veio com uma pequena mudança de exibição da plataforma: ele será transmitida nas quartas ao invés das sexta, dia em que tradicionalmente a plataforma insere seus novos conteúdos para os assinantes.

Assim, o asgardiano não se misturará com outros conteúdos originais, como The Bad Batch e High School Musical: A Série: O Musical, e nem com os filmes do selo, como Viúva Negra, que entrará no catálogo em 9 de maio — se você estiver disposto a pagar, é claro. E, se você não assistiu o último filme dos Vingadores, pode ficar um pouco confuso com a série.

Nela, a Anciã explica um pouco de como funciona a linha temporal do Universo, em que modificar algo do passado não altera o futuro, mas cria uma linha do tempo variante, e para que isso não aconteça, os vingadores precisam devolver as joias do infinito a sua posição original após utilizarem. Nisso, temos a única ponta solta: a fuga de Loki em 2012, logo após a primeira aparição dos Vingadores.

A trama estrelada por Tom Hiddleston poderá usar para nos apresentar um possível multiverso e até corrigir o Universo Marvel de forma definitiva, apagando todas as séries que se passaram sob o selo antes da estreia de WandaVision. Agentes da S.H.I.E.L.D., Fugitivos, Demolidor entre outras, foram disponibilizadas pelos canais de TV da Disney e, em alguns casos, foram feitas em parceria com a Netflix. Os conteúdos citavam o que acontecia nos filmes, mas os personagens dos filmes nunca citaram um personagem das séries.

E isso também pode ser a abertura para o multiverso, que será tratado em Homem-Aranha 3 e Dr. Estranho no Multiverso da Loucura, em que diversas linhas do tempo coexistirão ao mesmo tempo. Pode parecer que eu esteja um pouco divergindo do assunto e não dando um parecer da série, que, afinal, é o que a coluna está falando, mas o seu primeiro episódio entregou pouca coisa mesmo.

Poderia, é claro, passar parágrafos aqui falando de sua direção. Mas seria chover no molhado: com um orçamento tão grande quanto um blockbuster cinematográfico, já era uma certeza que seria algo de alta qualidade. Nas redes sociais, já há um furor falando de atuação digna de Emmy e que Loki é a melhor série dessa nova fase do universo, mas isso é coisa de fã exagerado. Tom Hiddleston é extremamente carismático e pode entregar boas atuações nos próximos episódios, mas não fugiu do que era esperado para a estreia.

Mateus Ribeiro é engenheiro por formação, e nas horas vagas se diverte maratonando séries e assistindo programas de origem duvidosa da televisão brasileira. No TV Pop, escreve semanalmente sobre as séries produzidas pela indústria norte-americana. Converse com ele pelo Twitter @omateusribeiro. Leia aqui o histórico do colunista no site.

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