Drauzio Varella e Globo são condenados a indenizar pai de menino morto

Drauzio Varella abraça Suzy Oliveira após ela dizer em entrevista ao Fantástico que não recebe visitas há 8 anos (foto: Reprodução/Globo)
Drauzio Varella abraça Suzy Oliveira após ela dizer em entrevista ao Fantástico que não recebe visitas há 8 anos (foto: Reprodução/Globo)
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Drauzio Varella e a Globo foram condenados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 150 mil por danos morais após a entrevista com Suzy Oliveira exibida no Fantástico em março de 2020. Suzy foi condenada pelo homicídio de uma criança de nove anos. A entrevista repercutiu nas redes sociais depois que foi revelado o motivo da condenação na detenta. Segundo informações do UOL, a ação contra a emissora e o médico foi movida pelo pai do menino.

A sentença em primeira instância foi assinada pela juíza Regina de Oliveira Marques, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ainda de acordo com a publicação, o processo aponta que o pai do menino “sofreu novo abalo psicológico ao reviver os fatos” após ser procurado por veículos de comunicação para voltar a falar sobre o assunto. “Por todo o exposto, julgo parcialmente procedente o pedido inicial para condenar solidariamente os requeridos ao pagamento ao autor de indenização por danos morais no importe de R$ 150.000,00 devidamente corrigido e acrescido de juros de 1% ao mês, ambos desde a data da sentença até o efetivo pagamento”, diz trecho da decisão.

O texto da sentença cita ainda como argumento a “piedade social” devido à repercussão sobre a entrevista de Suzy Oliveira na revista eletrônica. Drauzio e a Globo ainda podem recorrer da decisão. Procurada pelo UOL, a Comunicação da emissora afirmou que não se manifesta sobre casos em julgamento. No ano passado, a entrevista repercutiu nas redes sociais depois que deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) divulgou documentos judiciais que apontam que Suzy foi condenada pelo homicídio do menino.

Após a repercussão, Drauzio Varella divulgou uma carta na qual afirma que há 30 anos frequenta penitenciárias para tratar da saúde de detentos e que não pergunta o que seus pacientes possam ter feito de errado. “Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico”. O médico disse ainda que segue os mesmos princípios em seu trabalho televisivo, e que não perguntou para nenhuma das entrevistadas da reportagem sobre os delitos cometidos. “Sou médico, não juiz”, concluiu.

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