Apresentador do Primeiro Impacto é condenado a 42 meses de prisão

Gilberto Ribeiro é o apresentador do Primeiro Impacto na Rede Massa, afiliada do SBT em Curitiba (foto: Reprodução/TV Iguaçu)
Gilberto Ribeiro é o apresentador do Primeiro Impacto na Rede Massa, afiliada do SBT em Curitiba (foto: Reprodução/TV Iguaçu)
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O jornalista Gilberto Ribeiro, da Rede Massa, foi condenado por falso testemunho no caso do atropelamento de um adolescente de 14 anos ocorrido em 12 de março de 2011. O juiz Sergio Bernadetti, da Vara Criminal do Foro Regional de Piraquara, condenou o apresentador do Primeiro Impacto Paraná a três anos e seis meses de prisão, com cumprimento inicial em regime aberto. Ele, porém, deu uma alternativa para o funcionário do SBT escapar de ter sua liberdade restringida: a prestação de serviços comunitários por uma hora por dia, durante o mesmo período da condenação, além do pagamento de uma multa de vinte salários mínimos.

De acordo com o G1, Ribeiro atropelou o adolescente e fugiu sem prestar socorro, sendo que o jovem teve ferimentos no rosto, cabeça e orelha. O jornalista nega, e diz que um assessor dirigia o veículo no momento do acidente, e justificou que a culpa do ocorrido foi do pedestre, que estava com roupa escura em um local pouco iluminado. Além disso, ele afirmou que só deixou o local porque foi visto por populares, mas que acionou o socorro antes disso.

Na época do acidente, Gilberto Ribeiro era o principal apresentador da RIC, afiliada da Record em Curitiba. Ele comandava o Balanço Geral regional e chegou a ser momentaneamente afastado do comando do jornalístico, sob o pretexto de “manter a isenção dos veículos de comunicação do Grupo RIC” e para “não interferir no andamento das investigações”. O jornalista acabou voltando ao programa meses depois, e só foi demitido há dois anos, quando os diretores do canal se incomodaram com o tamanho exagerado de seu órgão — sim, é aquilo que você está pensando.

De acordo com Jeffrey Chiquini, que defende o apresentador do Primeiro Impacto, ainda cabe recurso a decisão. “Das treze testemunhas arroladas pela acusação, doze não testemunharam os fatos, mas apenas ouviram dizer que ele seria o condutor do veículo. Os argumentos relativos aos celulares dos acusados nitidamente foram utilizados pelo Ministério Público porque nenhuma das testemunhas de acusação presenciou o acidente do automóvel, não tendo prestado informações capazes de desconstituir a versão dada pelos réus, na fase de investigação, no sentido de que o condutor do veículo era o assessor e não o jornalista”, afirmou ele.

 

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