Isolamento social acelera crescimento do consumo de podcasts no Brasil

Renata Lo Prete comanda O Assunto no G1; consumo de podcasts aumentou durante o isolamento social no Brasil (foto: Globo/Ramón Vasconcelos)
Renata Lo Prete comanda O Assunto no G1; consumo de podcasts aumentou durante o isolamento social no Brasil (foto: Globo/Ramón Vasconcelos)
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Um estudo realizado pela Globo em parceria com o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) constatou que a crise sanitária acelerou o crescimento do consumo de podcasts no Brasil. Entre outras informações que detalham os hábitos de consumo dos brasileiros quando o assunto são programas em áudio digital, a pesquisa mostra que 57% dos entrevistados começaram a ouvir podcasts durante a pandemia, o que faz com que o país já figure em quinto lugar entre o crescimento mais acelerado de adeptos no ranking mundial.

“Estamos constantemente acompanhando os movimentos do mercado de áudio digital e aprofundando cada vez mais o conhecimento do público para oferecer um portfólio relevante, atrativo e que, acima de tudo, faça parte do dia a dia dos brasileiros, em todos os momentos da jornada. Os podcasts falam ao pé do ouvido e criam uma relação íntima com o público, e a pesquisa vem para comprovar isso ao mostrar que mais pessoas passaram a se interessar pelo formato no contexto de isolamento social. Entre os entrevistados, são comuns os relatos de pessoas que dizem se sentir parte da conversa dos programas e, assim, se sentem menos sozinhas. Dos quase 100 milhões de brasileiros que consomem alguma forma de áudio digital, 28 milhões já declaram ouvir podcasts. Esse crescente interesse reforça nossa aposta neste segmento”, ressalta Guilherme Figueiredo, Head de Áudio Digital da Globo.

A pesquisa, desenvolvida entre Globo e Ibope e realizada em setembro de 2020 e fevereiro de 2021, ouviu mais de mil entrevistados e faz ainda um mapeamento dos fatores que potencializam o consumo dos podcasts e de que maneira o formato se encaixa na rotina dos ouvintes, mostrando os impactos que a pandemia teve em diferentes públicos.

Além de um crescimento no número de pessoas que ouviram o formato pela primeira vez durante o isolamento social, quem já consumia passou a ouvir ainda mais: 31% dos entrevistados declararam ter aumentado o consumo neste período. Muito disso se explica pelos diferenciais deste tipo de mídia: o podcast ocupa o lugar de companhia frequente, um momento particular do consumidor. O estudo reforça que o formato é mais “para mim” do que “para nós”, e destrincha o que leva as pessoas a ouvir um podcast pela primeira vez: o interesse pessoal é a porta de entrada (41%); curiosidade sobre formato é um motivador (27%); e 26% chegam através da indicação da família e dos amigos. E reitera que o consumo é paralelo a outras atividades: junto com as tarefas domésticas (44%); enquanto navegam na internet (38%); antes de dormir (25%); enquanto trabalham/estudam (24%); em trânsito para trabalho/faculdade (24%); junto com atividades físicas (20%); e aos cuidados pessoais (18%).

A pesquisa mostra ainda que as principais mudanças de consumo antes e depois da pandemia são diferentes de acordo com a faixa etária. Se entre os 50+ o formato foi incluído durante as tarefas domésticas, passando de 24% para 41%, entre os mais jovens (16 a 24 anos) o consumo, que era em trânsito para o trabalho ou faculdade, caiu de 40% para 23%. Entre os formatos disponíveis, os podcasts mais curtos são os preferidos: até 15 minutos (21%); entre 15 minutos e 30 minutos (31%); mais de 30 minutos até 45 minutos 20%; de 45 minutos a uma hora (13%); de uma hora a 1h30 (9%); e mais de 1h30 (5%).

Outro dado relevante é que o estudo mostra que o público não deixa de consumir outras mídias por se tornar adepto de podcasts: seis em cada 10 pessoas ouvidas não tiraram nenhuma mídia de seu dia a dia para absorver o podcast. Quando o podcast se torna um hábito, a frequência de consumo é alta: 43% ouvem de uma a três vezes na semana, e o interesse pelo assunto é o que mais engaja (66%). A linguagem informal e simples também é muito valorizada (64%); e a credibilidade de quem produz (46%) também favorece; enquanto 38% se identificam com os grandes criadores/apresentadores.

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