Esporte Fantástico chegará ao fim depois de 12 anos

Mylena Ciribelli posa no cenário do Esporte Fantástico; programa está fora do ar há 10 meses (foto: Reprodução/Record)
Mylena Ciribelli posa no cenário do Esporte Fantástico; programa está fora do ar há 10 meses (foto: Reprodução/Record)
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A menos que aconteça um milagre, a Record decretará nas próximas semanas o término definitivo do Esporte Fantástico. No ar desde 2009, ele está suspenso desde 18 de março do ano passado e sequer tem mais uma equipe de produção: todos os profissionais envolvidos na atração foram remanejados para outros projetos na emissora e, em alguns casos, demitidos — foi o caso de Cláudia Reis, que apresentou o programa durante dez anos e foi demitida da rede no final do ano passado, depois de uma passagem pelo Jornal da Record.

Contratada com pompa há 12 anos para ser o principal rosto do núcleo esportivo da Record, Mylena Ciribelli chegou a emplacar um quadro nas edições de sábado do Fala Brasil, mas o projeto foi rifado do jornalístico por ter derrubado a audiência da emissora nos dias em que foi ao ar. Desde outubro, em uma tentativa de justificar os altos vencimentos da apresentadora, a direção da rede decidiu a tirar da geladeira e lhe deu o comando de um bloco de notícias esportivas no Balanço Geral do Rio de Janeiro.

Principal voz dos eventos esportivos da casa, Lucas Pereira também fazia parte da equipe do Esporte Fantástico e chegou a compor o time de apresentadores titulares da atração. Desde o início da pandemia, ele foi deslocado para o Jornalismo geral e passou a cobrir casos de polícia para os telejornais locais de São Paulo, e deverá continuar nessa função até o término de seu contrato, já que a emissora abriu mão da transmissão dos Jogos Pan-Americanos de 2023, que seriam realizados no Chile.

A rescisão do contrato do evento, por sinal, se tornou um litígio milionário para a Record: a PanAm Sports, empresa organizadora dos jogos, alega que foi vítima de um “golpe financeiro” da emissora e já anunciou publicamente que irá buscar uma indenização na Justiça. O torneio marcaria o término oficial do ciclo olímpico da emissora de Edir Macedo, iniciado com as Olimpíadas de Inverno de Vancouver, em 2010.

Nos bastidores, o distrato para a transmissão do Pan-Americano foi a última pá de terra na cova do Esporte Fantástico. Deficitária, a atração gastava muito mais do que faturava e também prejudicava a audiência da Record aos sábados, dia em que a emissora costumeiramente era ultrapassada pelo SBT — e que deixou de ser desde a suspensão da atração, substituída por uma maratona do Fala Brasil. Apenas um milagre, literalmente, pode salvar o programa esportivo, que é um dos últimos sobreviventes da era A Caminho da Liderança. E esse milagre dificilmente acontecerá.

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