Influenciadora acusa filho de Kátia Abreu de premeditar tentativa de aborto

Maria Eduarda Fermino teve um breve relacionamento com o senador Irajá Silvestre, filho de Kátia Abreu (foto: Reprodução)
Maria Eduarda Fermino teve um breve relacionamento com o senador Irajá Silvestre, filho de Kátia Abreu (foto: Reprodução)
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A influenciadora Maria Eduarda Fermino, de 27 anos, revelou ao jornal O Estado de S.Paulo uma série de conversas suas com o senador Irajá Silvestre (PSD/TO), filho da também senadora Kátia Abreu (PP/TO). Em entrevista ao colunista Fausto Macedo, a modelo afirmou que engravidou do político após ter tido um breve affair com ele, entre agosto e novembro de 2020, em meio ao período de campanha das eleições municipais. De acordo com a jovem, Silvestre ficou inconformado com a gravidez e chegou a organizar um esquema para que ela pudesse interromper a gestação — algo recusado por ela desde o primeiro momento. “Eu estava com 15 semanas, ia morrer”, justificou.

De acordo com o Estadão, Maria Eduarda descobriu a sua gravidez em dezembro, um mês depois de terminar seu relacionamento com o senador. Ela, inclusive, chegou a ser nomeada para o cargo de assessora em seu gabinete, em Brasília. “Isso na verdade era para se aproximar de mim. Eu nunca cheguei a trabalhar realmente. Disso daí ficou inevitável, as mensagens, a insistência, e eu acabei me envolvendo com ele”, afirmou a jovem, que diz ter sido exonerada do cargo após a recusa em interromper sua gravidez.

“Eu acho até que o que ele fez comigo foi uma forma de pressão, de exonerar, não ter ajudado… pensando: ‘Ah, quem sabe assim ela desiste’. Acho que ele não contava que eu ia ter uma família que ia me apoiar”, afirma a influenciadora. Ela garante que foi orientada pelo filho de Kátia Abreu a manter o assunto em total sigilo, evitando até mesmo ultrassonagrafias, e que por isso passou as primeiras semanas de sua gestação completamente isolada.

“Eu estava tão mal que eu não fazia nada além de chorar. Eu chorava dia e noite. Eu acordava para chorar e chorava para dormir. Não gosto nem de lembrar, porque foi muito difícil. Eu não comia, eu não dormia, eu não fazia nada além de chorar”, relembrou ela, que foi diagnosticada com anemia por conta da falta de cuidados adequados no pré-natal.

De acordo com Maria Eduarda, Irajá Silvestre teve a ajuda de um amigo para organizar o procedimento de aborto em uma clínica de São Paulo. Ela afirma ter sido pressionada pelo senador desde a primeira conversa dos dois sobre o assunto, sob a alegação de que um filho poderia prejudicar a sua vida. Ela não nega que chegou a cogitar o aborto, mas que mudou de opinião após fazer sua primeira ultrassonografia e ouvir os batimentos cardíacos do filho, aliado ao medo de se submeter a um procedimento cirúrgico clandestino.

“Teve outra coisa que eu achei que foi muito sinal também: um amigo me mandou uma mensagem falando que uma amiga dele tinha acabado de falecer em uma clínica de aborto. Aí eu printei e mandei para ele. Eu fiquei super assustada. E ele falou que esse tipo de acidente podia acontecer até com procedimento estético e falou que era quando era feito de maneira irresponsável. Ele sempre tentava minimizar o assunto”, lamenta a modelo.

Maria Eduarda prossegue o seu relato, afirmando que a sua última conversa com Irajá Silvestre foi para comunicar a decisão de não interromper sua gravidez. Ela diz que o político insistiu mesmo diante do martelo batido, chegando a comprar uma passagem aérea para que ela se deslocasse para a capital paulista para o procedimento. “Ele falou que tinha gasto R$ 25 mil em consulta e exame. E ele fazia questão de ficar falando esse valor toda hora: ‘Eu gastei R$ 25 mil, agora você tem que vir’. Eu chorava no telefone. Queria por tudo que eu fosse e falei que não ia ter como. Aí ele começou a ser grosso. Falou que não era palhaço”.

Foi a última conversa do ex-casal. Após esse episódio, o contato de ambos passou a ser intermediado por advogados, já que Maria Eduarda entrou com uma ação de alimentos gravídicos exigindo que as despesas do período gestacional fossem divididas. Silvestre só foi conhecer o filho em 16 de agosto, mais de 20 dias depois do nascimento do bebê. Eles se encontraram para a realização de um teste de DNA, cujo resultado positivo foi confirmado no início da semana.

“Nem olhou para o meu filho, nem teve a curiosidade de saber como era. Eu choro tanto lembrando de tudo isso, porque eu fico imaginando se eu tivesse ido, eu não ia ter meu filho agora. Hoje eu olho para o meu filho e eu passaria por tudo de novo para ter ele comigo. Só que não é fácil, não é fácil passar por tudo isso sozinha, eu não desejo para ninguém passar o que eu passei”, concluiu a influenciadora.

De acordo com a atual legislação brasileira, o aborto é permitido apenas em casos excepcionais, como em episódios que envolvam violência sexual, e apenas até a vigésima semana de gestação.

O senador Irajá Silvestre se manifestou sobre o assunto por meio de uma nota enviada pela sua assessoria de imprensa ao Estadão:

Além de envolver um assunto pessoal e o processo tramitar em segredo de justiça, as acusações são absurdas e mentirosas. Embora o resultado do teste de paternidade não tenha sido confirmado até hoje, o senador está dando todo o amparo à criança por meio do pagamento de pensão.

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