Fefito desabafa sobre episódio de xenofobia em São Paulo

Fefito usou as redes sociais para desabafar sobre xenofobia (foto: Reprodução/TV Gazeta)
Fefito usou as redes sociais para desabafar sobre xenofobia (foto: Reprodução/TV Gazeta)
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp

O apresentador da Gazeta e colunista do UOL, Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, utilizou as redes sociais para relatar a dificuldade de ser nordestino e contar como foi a chegada na cidade de São Paulo há 16 anos atrás. O assunto veio à tona depois de uma acusação de xenofobia no BBB21. “No meu primeiro dia em SP, em 2005, estava em frente a um cartaz no antigo Espaço Unibanco de um filme chamado Um Dia Sem Mexicanos. A primeira coisa que ouvi ao parar ali foi ‘não seria o máximo ter um dia sem os paraíbas? Um dia sem nordestinos”, começou ele.

“As pessoas, claro, não tinham como saber que eu era nordestino, mas falar mal de nordestinos estava tão entranhado nelas que elas se sentiam à vontade para falar alto, a plenos pulmões. Chamar alguém de ‘Paraíba’ ou ‘baiano’ não é cultural. É xenofobia. Digo isso porque tem muita gente que se apega a esses termos como se fossem normalmente utilizados, fossem brincadeira. Não são. Paraíba é estado. Baiano nasceu na Bahia. E só. O nordestino é expansivo e hospitaleiro e admira gente de outras regiões, o que nem sempre é recíproco”, afirmou Fefito.

O jornalista contou de alguns episódios que passou durante esses anos em outro estado. “Não foram poucas as vezes em que me senti podado por falar alto, por gesticular, por não falar grosso. E sempre ouvi essa censura com educação. Ao ouvir comentários como esses, a vontade de mandar catar coquinho era enorme, mas lembro bem da educação que minha mãe me deu. Então, nessas horas, sempre tentei seguir me afirmando. Melhor do que ser falsamente educado para disfarçar xenofobia”, disse ele.

“Por fim, nada me conforta mais do que saber que falar alto, falar forte, falar fino, ser nordestino – e no meu caso – bicha são importantes marcadores políticos. E os mal educados que nos engulam! Mesmo com seus defeitos, o nordeste é tudo”, concluiu o apresentador do Fofoca Aí.

Leia mais