ENTREVISTA PARA REINALDO GOTTINO

Geraldo Luís se emociona e revela que tinha ódio de seu próprio pai

Geraldo Luís se emocionou em entrevista para Reinaldo Gottino (foto: Reprodução/Record)
Geraldo Luís se emocionou em entrevista para Reinaldo Gottino (foto: Reprodução/Record)
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Geraldo Luís se emocionou durante uma entrevista concedida ao apresentador Reinaldo Gottino. Ao ser questionado pelo colega sobre o motivo para que ele evitasse falar de seu pai, o titular do Balanço Geral Manhã revelou que tinha ódio de seu genitor e, emocionado, chegou a se referir ao patriarca de sua família como “filho da puta”. O jornalista revelou que foi abandonado por Geraldão — como ele se refere ao pai — com apenas dois anos de idade, durante uma véspera de natal e que, dias depois, ele surgiu vivendo na casa de uma amante. “Na véspera de natal ele falou que ia comprar um cigarro e nunca mais voltou”, afirmou o âncora da Record.

“Eu não quero falar do meu pai. Não quero falar. Foi um filho da puta. Alguém que deixa… eu vou falar agora. Você não é obrigado a amar a sua mulher para o resto da vida. O meu casamento durou 14 anos e eu nunca traí durante 14 anos. Mas chegou uma hora em que eu falei ‘não te amo mais, não te quero, não tem mais tesão, acabou’. Tem gente que continua e faz casamento de fachada. E eu nunca consegui chamar o meu pai de pai”, desabafou o jornalista.

“Eu senti ódio desse cara por muito tempo. Odiei o Geraldo, odiei de ódio. Alguém que deixa um garoto de dois anos de idade com uma mulher, falando que vai comprar cigarro e nunca mais volta, olha… podia ter falado ‘não te amo mais’ e acabou. Só que ele já saiu de lá e foi pra casa de uma mulher que era amante. Meu pai frequentava puteiro… ele se amigou com essa mulher e foi lá. Eu sou filho único, foi só eu e a minha mãe. Minha mãe, a Olga, aquela mulher guerreira. Faxineira. A minha mãe queria me dar algo digno. Ela foi o meu grande pai”, pontuou ele.

Na sequência, Geraldo Luís disse para Reinaldo Gottino que teve a sorte de ter outros pais em sua vida, mas que isso não impediu que ele chegasse a viver nas ruas durante uma semana. “Eu nunca vou me esquecer quando nós fomos despejados… eu dormia no meio de um trator. Foi por uma semana só. Ter dormido por uma semana no meio dessas máquinas, até hoje sinto o cheiro desses tratores. Quando eu encontrei meu pai, muitos anos depois, eu disse que ele não tinha a obrigação de me amar. Mas que ele tinha que ter sido homem, e não ter sumido assim”, concluiu.

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