FORAM PAR ROMÂNTICO

Fábio Assunção grava participação em série sobre assassinato de Daniella Perez

Foto antiga dos atores Daniella Perez (1970-1992) e Fábio Assunção com um jardim ao fundo
Fábio Assunção gravou depoimento para série documental sobre assassinato da atriz Daniella Perez (foto: Reprodução)
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Fábio Assunção participará da série documental sobre o assassinato da atriz Daniella Perez (1970-1992), com quem fazia par romântico na novela De Corpo e Alma (1992) na época em que ela foi assassinada. A produção da HBO, que será lançada no próximo ano, contará com a direção de Tatiana Issa e Guto Barra, que também assinarão o roteiro da obra. De acordo com informações da colunista Patricia Kogut, de O Globo, a série contará com entrevistas com vários famosos e terá cinco episódios. Além da autora Gloria Perez, mãe de Daniella, e Raul Gazolla, marido da atriz na época do crime, também vão participar Claudia Raia, Cristiana Oliveira, Mauricio Mattar, entre outros.

Daniella Perez foi morta em 28 de dezembro de 1992 pelo ator Guilherme de Pádua, com quem fazia par romântico na novela De Corpo e Alma, e por sua então mulher Paula Nogueira Thomaz, que armaram uma emboscada para lhe matar com 18 punhaladas, que perfuraram o pescoço, pulmão e coração da atriz. Pádua estava inconformado por ela não ter correspondido as suas investidas, feitas na tentativa de conseguir mais espaço na novela da Globo, e teve um ataque de fúria após ter sua participação na trama reduzida na semana que antecedeu o crime.

Paula, por sua vez, tinha ciúme das cenas de seu marido com a filha de Glória Perez. O casal foi julgado e condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, e cumpriram apenas seis dos 19 anos da condenação em regime fechado. Em maio de 2002, os dois foram condenados a indenizar Gloria e o então marido de Daniella, o ator Raul Gazolla, em 500 salários-mínimos (cerca de R$ 440 mil cada) e obrigados a arcar também com o pagamento das despesas do sepultamento e do funeral.

Em entrevista ao UOL, o viúvo da atriz pontuou que preferia a prisão perpetua de Pádua e Paula, e não a obrigação do pagamento de uma multa. “O que eu posso dizer é que não existe dinheiro no mundo que pague um assassinato. Dinheiro não paga assassinato. O que eu gostaria mesmo é de não receber nenhum tostão, contanto que os assassinos ficassem atrás das grades e não soltos curtindo a vida como os dois andam fazendo por aí. Para mim assassino tem que ficar preso”, afirmou.

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