PROGRAMAÇÃO DE FIM DE ANO

Globo define grade de dezembro e Vai Que Cola volta a ser diário

Imagem com foto do personagem Ferdinando (Marcus Majella) sendo disputado por Ruan (Hugo Bonemer) e por Alejandro (Pedroca Monteiro)
Vai Que Cola voltará a ser exibido pela Globo nas madrugadas de segunda a sexta (foto: Globo/Divulgação)

A Globo já definiu sua programação de dezembro. Além dos tradicionais especiais de fim de ano, o canal carioca vai voltar a exibir o humorístico Vai Que Cola diariamente nas madrugadas, após o Jornal da Globo. De acordo com informações do jornalista Duh Secco, do RD1, as noites de sábado serão dedicadas para as exibições do Big Brother Brasil 22 e Altas Horas. A difícil missão de segurar os índices do futebol caberá ao novo ano de Juntos a Magia Acontece.

Segundo o colunista, a Globo vai encerrar a temporada de 2021 do Globo Repórter e Conversa com Bial no dia 17 de dezembro. Na segunda-feira (20), o Vai Que Cola passará a ser exibido nas madrugadas. No mesmo dia, a líder de audiência vai colocar no ar, excepcionalmente, a semifinal do The Voice Brasil e, na sequência, o lançamento da minissérie Passaporte para Liberdade.

No dia anterior, domingo (19), Juntos a Magia Acontece 2 irá ao ar às 16h, substituindo as transmissões do futebol após o Zig Zag Arena. Na linha de shows, após a novela Um Lugar ao Sol, estão previstos os especiais 70 Anos Esta Noite (terça-feira, dia 21), Retrospectiva 2021 (segunda, dia 27) e Fé na Vida (terça, quarta e quinta, nos dias 28, 29 e 30). O Show da Virada encerra a programação de 2021 da Globo na sexta (31).

A Globo voltará a exibir o Globo Repórter em 4 de março. Entre as reportagens que irão ao ar, está uma visita do repórter Francisco José ao Atol das Rocas. O profissional deixou a emissora nesta segunda-feira (29), após mais de 40 anos de casa. No mesmo mês, o programa também pretende exibir passeios pela Chapada dos Veadeiros, Baja Califórnia e um retrato dos grandes mercados populares do Brasil.

Globo transforma o Show da Virada em cópia do TVZ

A Globo continua procurando maneiras de equilibrar suas finanças. Dessa vez, a líder de audiência decidiu dar um ponto final no formato tradicional do Show da Virada e transformará a atração em uma espécie de versão turbinada do TVZ, programa de clipes musicais transmitidos pelo Multishow. Ao invés dos luxuosos shows com os artistas do momento, o público da emissora irá ter a companhia de músicas velhas e de apresentações produzidas para outras plataformas na noite de 31 de dezembro. Da ideia original, a única coisa mantida foi o nome do programa.

Será a primeira vez em 23 anos que a rede não transmitirá um show na virada do ano. Em 2020, mesmo com o caos sanitário no Brasil, a tradição não foi quebrada e o programa foi ao ar com o seu formato habitual, mas reapresentando a apresentação produzida para o ano anterior. Mesmo com a possibilidade de retomar as megalômanas apresentações que marcavam o final do ano, a Globo já avisou suas afiliadas que transformou a atração em um imenso compilado de reapresentações, com breves entradas ao vivo produzidas pelo departamento de Jornalismo.

“Nada melhor do que comemorar uma das mudanças de ciclo mais importantes de todos os tempos com uma playlist criada especialmente para o momento. É assim que nasce o Show da Virada 2022: uma reunião de clipes, show e atrações musicais em um só lugar. Será uma grande mistura de gêneros musicais favoritos dos brasileiros, com apresentações marcantes da história e artistas que todo mundo adora. O sertanejo encontra o samba. O funk e o pop se juntam. O forró, a MPB  e o rock têm seus espaços”, afirma a emissora.

Em uma tentativa de justificar o corte de gastos, a líder de audiência apelou até mesmo para uma explicação genérica sobre a conexão do país com a indústria musical. “O Brasil é o maior mercado de música na América Latina e um dos principais do mundo. Está na cultura: o brasileiro se relaciona naturalmente com qualquer conteúdo que envolve música. E a relevância do programa está nos grandes nomes na música reunidos em um único lugar, atraindo a audiência para tudo que estiver rolando na grade”, pontuou o departamento Comercial.

De fato, o formato era relevante justamente por promover a união de artistas em um único palco. A Globo, porém, aparenta ter se esquecido do advento das plataformas de streaming musical, que tem atraído cada vez mais assinantes no Brasil. Para reunir cantores e famosos em uma playlist de vídeos genéricos, o telespectador não precisa mais da boa vontade de emissora. Ele precisa só de uma boa conexão de internet — a maioria dos serviços musicais on demand, assim como o canal, tem opções de planos gratuitos para o consumidor final.

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