Erick Jacquin reconheceu que, em alguns momentos, passa do tom nos embates exibidos em Pesadelo na Cozinha. O chef afirmou que sua postura mais dura reflete a disciplina rígida que recebeu no início da carreira. Segundo ele, a intenção sempre foi auxiliar os participantes a reorganizarem seus restaurantes. A produção estreia na terça-feira (24).
Durante a conversa com a Band, Erick Jacquin explicou que os conflitos vistos na tela não representam, necessariamente, brigas pessoais. Para o francês, a reação mais exaltada é consequência de uma formação profissional pautada pela hierarquia absoluta. Ele contou que começou a trabalhar aos 14 anos e que, naquele período, a palavra do chef não era questionada dentro da cozinha.
Ao falar sobre o comportamento explosivo no programa, Erick Jacquin admitiu que recebe orientações da direção para conduzir algumas situações de maneira mais estratégica. Segundo ele, o diretor Gabriel Hein costuma pedir cautela quando percebe que o embate pode atrapalhar o objetivo da consultoria oferecida aos estabelecimentos participantes.
“Eu reconheço que às vezes eu passo dos limites. O diretor fala para mim: ‘calma, vai com calma, vamos pegar eles de outra forma, vamos ser mais gentis e vamos retomar a situação’”, revelou o chef. Ele afirmou que essas intervenções ajudam a manter o foco na melhoria do restaurante e no aprendizado dos envolvidos.
O apresentador também comentou que a antipatia costuma ser mútua em determinadas gravações. De acordo com ele, já houve participantes que declararam não o suportar durante o processo. O francês tratou o assunto com ironia. “Já teve gente que estava participando e falou que não me suportava, mas eu também não suportava eles”, brincou o apresentador.
Apesar do clima tenso em alguns episódios, Erick Jacquin afirmou que o confronto é parte fundamental da dinâmica do programa. Para ele, o diálogo direto, mesmo quando ríspido, é necessário para provocar mudanças reais nos estabelecimentos que pedem ajuda à Band. “Eu acho que é muito bom quando eles rebatem minhas críticas, a gente procura isso… Tem gente que fala que eu sou filho da p***, mas se não tem diálogo, ninguém aprende nada”, declarou.


