A atriz Rita Batista, no ar em A Nobreza do Amor, afirmou que não gosta de ser chamada de “guerreira”. Em entrevista publicada nesta segunda-feira (6), a artista criticou o uso do termo como elogio e apontou que a expressão pode reforçar sobrecarga. A declaração foi dada à coluna Play, do jornal O Globo.
“Não é elogio; é desculpa do patriarcado para nos sobrecarregar. Guerreira é a Xena ou a Ladisa, que enfrenta uma guerra de fato. Isso é desculpa para nos sobrecarregar cada vez mais, fingindo que é um elogio”, disse Rita Batista. A atriz destacou que a expressão carrega um sentido que vai além do aparente reconhecimento.
A artista também relembrou sua trajetória até chegar à atuação em novelas. “Sou telespectadora de novela, rata de Vale a Pena Ver de Novo desde sempre. A TV Globo foi colocando um melzinho na minha boca com as participações que fiz como eu mesma em outras novelas”, afirmou.
Rita Batista relembra mudança de carreira
Ao comentar a transição profissional, Rita Batista contou que tomou a iniciativa de buscar oportunidades como atriz. “Senti vontade de defender um personagem, ter uma caracterização, uma prosódia diferente e intencionar um texto escrito para outra pessoa. No ano passado, decidi me voluntariar. Pedi um teste e, em novembro, veio o resultado”, relatou.
Além da atuação, a artista também lançou recentemente o livro A Vida é um Presente 2. “É preciso que a gente se observe, se conheça e tenha certeza de quem somos. Lá atrás, quando comecei a sentir vontade de atuar, já estava pedindo”, disse. Ela ainda lembrou a saída da TV local em 2020 e avaliou o momento como parte de um processo natural na carreira.


