Rebecca King-Crews revelou que foi diagnosticada com doença de Parkinson em 2015, mas decidiu tornar a informação pública apenas agora. A mulher de Terry Crews falou sobre o tema em entrevista ao programa Today, exibido nesta segunda-feira (6). Segundo ela, um procedimento recente ajudou a controlar os sintomas e trouxe melhora significativa em atividades do dia a dia.
A artista relatou avanços após o tratamento. “Eu me sinto bem. Consigo escrever meu nome e minhas datas, e consigo escrever com a mão direita pela primeira vez em provavelmente três anos”, afirmou. O procedimento realizado utiliza ultrassom focalizado bilateral, técnica que atua em áreas específicas do cérebro associadas aos sintomas motores da doença.
Rebecca King-Crews contou que os primeiros sinais surgiram por volta de 2012 e evoluíram rapidamente. Entre os sintomas iniciais estavam dormência no pé esquerdo durante treinos e dificuldades motoras progressivas. Com o tempo, ela passou a apresentar claudicação e redução de movimentos em um dos braços, percebida inclusive por seu treinador.
A artista também identificou tremores nas mãos ao se maquiar, o que aumentou a suspeita de um quadro neurológico. Ainda assim, o diagnóstico demorou a ser confirmado. Médicos inicialmente atribuíram os sinais a excesso de exercícios ou ansiedade, até que um especialista em Parkinson identificou a condição após cerca de três anos de investigação.
Entre as dificuldades relatadas por Rebecca King-Crews estão tarefas simples do cotidiano, como escovar os dentes e se maquiar. Apesar disso, ela afirma que mantém uma postura ativa diante da doença. “Continue em frente. E é isso que vou continuar fazendo. Acredito que você não deve se entregar e morrer só porque recebeu um diagnóstico”, disse.
Nos últimos anos, a artista se dedicou a projetos pessoais, como a produção de um livro, um álbum e uma linha de roupas. O procedimento ao qual se submeteu é considerado não invasivo e utiliza imagens de ressonância magnética para guiar a aplicação de ondas de ultrassom em regiões específicas do cérebro.
Segundo informações do Today, a técnica costuma apresentar resultados imediatos, mas não representa uma cura para o Parkinson. O tratamento é classificado como complementar e não substitui o uso de medicamentos. Ainda assim, pode ser uma alternativa para pacientes que não desejam ou não podem recorrer a métodos mais invasivos.


