Galvão Bueno se prepara para mais um capítulo marcante da carreira ao narrar sua 14ª Copa do Mundo, entre junho e julho, agora pelo SBT. O narrador será responsável pelas transmissões dos jogos da seleção brasileira e de outras partidas consideradas estratégicas na competição, consolidando sua presença histórica em Mundiais.
Durante participação no Operação Mesquita, Galvão Bueno comentou a divisão das transmissões com Tiago Leifert, que ficará à frente de 22 jogos. Em tom descontraído, ele provocou o colega. “Quero ver a garganta dele aguentar”, disse. Ao falar sobre sua atuação, o narrador definiu o próprio estilo e destacou a responsabilidade de transmitir emoções ao público.
“Eu sou um narrador esportivo, eu sou um apresentador de programas, na verdade, eu me considero um vendedor de emoções. E, ao mesmo tempo, equilibrista“, afirmou. O narrador explicou que a função exige equilíbrio entre emoção e informação durante as partidas. “De um lado, você tem a emoção que você pega e joga pro telespectador pra vender pra ele. Mas, do outro lado, você tem a realidade dos fatos, que está acontecendo no jogo”, disse.
Ele ainda reconheceu que o percurso na carreira envolve erros e aprendizados. “Você conhece algum equilibrista que nunca caiu? Eu já caí uma porrada de vezes”, completou. Durante a entrevista, Galvão Bueno também recordou momentos vividos ao lado de Silvio Santos (1930-2024).
O comunicador contou sobre o Troféu Imprensa nos anos 1990 e destacou a relação com o apresentador. “Só recebi três. Depois ganhei outros. A Globo não deixava mais a gente vir aqui para receber. Mas eles vão me dar todos de uma vez agora. Estão guardados”, disse. Galvão Bueno ganhou o prêmio na categoria locutor esportivo em 1991, 1992, 1997, 2004 e 2007.


