VICTORIA RUFFO

Protagonista de A Madrasta defende evolução das novelas mexicanas

Atriz afirma que novos formatos são mais rápidos, mas reforça que as novelas ainda têm espaço para o público

Mulher com cabelo volumoso e maquiagem marcante encara a câmera com expressão séria em cena de novela
Protagonista de A Madrasta, Victoria Ruffo estreia em projetos no YouTube (foto: Reprodução/Internet)

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Victoria Ruffo, protagonista de A Madrasta (2005), exibida pelo SBT, iniciou uma nova fase na carreira ao investir em conteúdos no YouTube. Após mais de quatro décadas dedicadas às novelas mexicanas, a atriz afirmou que a experiência em plataformas digitais representa uma mudança significativa na forma de produzir e consumir entretenimento.

“É completamente diferente, mas é por isso que também gosto. Acredito que temos que evoluir, temos que fazer coisas diferentes sem abandonar o que sempre fizemos, porque acho que a novela é um fenômeno que não deveria desaparecer, mas sim crescer, evoluir, tornar-se mais prática, mais orgânica, tudo para que as pessoas a consumam mais, talvez”, disse.

A atriz destacou que o comportamento do público influencia diretamente o formato das produções atuais. Segundo ela, conteúdos mais dinâmicos e rápidos tendem a atrair mais atenção, especialmente diante da rotina acelerada dos espectadores. “Acho que, sendo natural, agradável, oferecendo algum motivo para felicidade, originalidade e também algo dinâmico, porque as pessoas se entediam rapidamente se você não entregar algo mais rápido, isso é algo que funciona”, contou.

“Obviamente, uma novela dura muito tempo, mas isso é algo original, algo novo, algo que passa rápido e, ao mesmo tempo, transmite uma mensagem forte”, afirmou a protagonista de A Madrasta. Victoria Ruffo também comparou a produção atual com as novelas do passado e destacou as transformações técnicas ao longo dos anos.

Para ela, a evolução foi necessária para acompanhar as mudanças do mercado e do público. “As novelas não são feitas como eram há 60 anos, não é? Naquela época, as paredes eram de papelão, e você fechava uma porta e todo o cenário se movia. Obviamente, tudo evoluiu, cresceu, mas isso é mais prático no geral, mais rápido, que é o que estamos vivenciando agora, em que o dia acaba em dois minutos, então é diferente nesse sentido”, declarou.

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