DINHEIRO NA MÃO

Roberto Carlos, Bruno Gagliasso, Ivete Sangalo e mais: os famosos que investem em apartamentos em São Paulo e já não dependem só da fama para viver

Cada vez mais artistas diversificam o seu portfólio de investimentos para não depender apenas da fama

Cantor Roberto Carlos sorri segurando rosas vermelhas e brancas em imagem promocional associada ao especial da TV Globo
Roberto Carlos não depende apenas da fama para viver (foto: Divulgação)

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A fama é volátil. O cachê de hoje pode não existir amanhã. Os contratos somem, as modas passam e o que era hit vira lembrança. Quem trabalha no mundo do entretenimento sabe disso melhor do que ninguém, e é exatamente por isso que os artistas mais espertos há muito tempo aprenderam uma lição que os economistas repetem há décadas: imóvel não some. Tijolo não vai à falência. E apartamento em São Paulo, especialmente nos bairros certos, valoriza de um jeito que poucos investimentos conseguem acompanhar.

A lista de famosos que constroem patrimônio em imóveis é mais longa do que parece, e São Paulo aparece como destino recorrente nessa equação. A maior cidade do Brasil, com o mercado imobiliário mais aquecido do país, atrai artistas que querem segurança financeira sem abrir mão da liquidez. Confira quem são e o que cada um construiu longe dos holofotes.

Vista aérea de prédios residenciais e comerciais em São Paulo com alta densidade urbana e céu nublado ao fundo
São Paulo domina investimentos dos artistas (foto: Joel Santana)

Roberto Carlos e o Itaim Bibi

O Rei não é apenas rei da música. Desde 2011, Roberto Carlos é sócio de uma incorporadora com empreendimentos em São Paulo, Goiás e Sergipe. Na capital paulista, o portfólio inclui o edifício comercial Horizonte JK, localizado no Itaim Bibi, um dos bairros mais valorizados da cidade. Salas comerciais alugadas em um dos eixos mais nobres de São Paulo geram renda passiva que funciona independente de qualquer turnê ou contrato fonográfico. É o tipo de investimento que faz o dinheiro trabalhar enquanto o artista descansa.

Roberto Justus e o legado além da publicidade

Reconhecido por décadas no mundo da publicidade e da televisão, Roberto Justus tem parte considerável do seu patrimônio construído em imóveis comerciais e residenciais. Em Belo Horizonte, é sócio de um complexo com quatro torres comerciais repletas de salas alugadas. Em São Paulo, onde também mantém imóveis de alto padrão, o empresário entende a valorização contínua do metro quadrado paulistano como parte de uma estratégia patrimonial de longo prazo. Sua mansão no Morumbi, avaliada em cerca de R$ 25 milhões, é apenas a ponta visível de um portfólio que vai muito além.

Bruno Gagliasso e a diversificação inteligente

O ator construiu uma carreira sólida na Globo, mas foi fora das telas que alguns dos seus negócios mais rentáveis tomaram forma. Com pousadas em Fernando de Noronha e o projeto residencial Quinta das Amoras em Teresópolis, que atingiu VGV de R$ 142 milhões nas primeiras etapas, Gagliasso entendeu cedo que diversificar é sobreviver. Em São Paulo, onde mantém base de trabalho, o ator também mantém imóveis que compõem o patrimônio construído ao longo dos anos de carreira.

Henri Castelli e o Morumbi de frente para o estádio

Para quem busca um exemplo concreto de como um apartamento em São Paulo pode ser simultaneamente lar e investimento estratégico, a história de Henri Castelli é ilustrativa. O ator e ex-BBB escolheu o Morumbi como endereço paulistano, em um imóvel com vista direta para o Estádio do Morumbi. Apartamentos semelhantes na região variam entre R$ 3 milhões e R$ 7 milhões, dependendo do padrão e da metragem, e figuram entre os mais disputados da zona sul da capital. Para Castelli, o imóvel representa uma fase mais madura de carreira, onde planejamento e qualidade de vida andam juntos.

Ivete Sangalo, Simone Mendes e a internacionalização do patrimônio

Algumas artistas foram além das fronteiras do Brasil. Ivete Sangalo investiu em uma mansão nos Estados Unidos avaliada em cerca de R$ 5 milhões, em uma das regiões mais valorizadas do país norte-americano. Simone Mendes, por sua vez, tem uma residência na Flórida que é alugada quando não está em uso, com diárias que variam entre R$ 2,2 mil e R$ 6 mil. Ambas mantêm imóveis no Brasil também, incluindo propriedades em São Paulo, onde a agenda profissional frequentemente as leva. A lógica é a mesma: dolarizar parte do patrimônio enquanto mantém base sólida no mercado nacional.

Zeca Pagodinho e a filosofia do tijolo

Poucos artistas brasileiros encarnam tão bem a figura do sambista que acumulou patrimônio sólido sem perder a identidade. Zeca Pagodinho vive em uma cobertura duplex de 542 m² na Barra da Tijuca, no Rio, com vista para o mar e um bar com torneira de chope que virou lenda. Mas além do apartamento principal, o cantor mantém imóveis e investimentos espalhados pelo Brasil, incluindo um sítio em Xerém onde cria mais de 200 animais e recebe amigos para rodas de samba. Em São Paulo, sua presença é marcada pelo Bar do Zeca Pagodinho na Neo Química Arena, uma operação de 1.400 m² que une imóvel comercial, marca e entretenimento em um só endereço.

O que todos eles têm em comum

Artistas de estilos e gerações completamente diferentes, mas com uma estratégia em comum: não deixaram a renda depender exclusivamente de palcos, câmeras ou contratos. Em um mercado onde a carreira artística tem picos e vales imprevisíveis, o imóvel funciona como âncora patrimonial. E São Paulo, com o mercado de apartamento em São Paulo mais dinâmico e valorizado do Brasil, segue sendo o endereço preferido de quem quer segurança financeira com liquidez real. A lição que esses famosos ensinam, sem querer, é simples: o melhor investimento costuma ser aquele que você pode tocar, visitar e, se precisar, vender.

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