A influenciadora Suellen Carey afirmou que as redes sociais pressionam decisões sobre transição e abrem espaço para perguntas invasivas sobre um tema que considera íntimo. A declaração ocorreu após a apresentadora Léo Áquila anunciar que pretende avançar em seu processo de transição depois de mais de 15 anos. Segundo ela, a repercussão reacendeu debates públicos sobre escolhas pessoais de pessoas trans.
De acordo com a influenciadora, esse tipo de questionamento ganhou força depois que ela tornou público seu batismo em uma igreja evangélica. A partir daí, passou a receber perguntas diretas sobre seu processo de transição. “Quando eu falei do meu batismo, muita gente começou a perguntar sobre transição, como se fosse uma curiosidade comum, algo que qualquer pessoa pode chegar e questionar”, relata.
Ao tratar do tema, Suellen Carey afirmou que esse tipo de abordagem ultrapassa limites pessoais e transforma uma vivência particular em assunto aberto ao público. “É um assunto muito íntimo, não é algo que deveria ser tratado dessa forma”, diz. Para ela, a visibilidade maior do tema nos últimos anos ajudou a ampliar a presença do debate, mas também trouxe uma sensação equivocada de acesso irrestrito.
Suellen Carey critica pressão sobre transição
Segundo a influenciadora, muitos criadores de conteúdo expõem o processo de transição nas redes sociais, o que tornou o assunto mais presente no cotidiano digital. Ainda assim, ela afirma que isso não autoriza perguntas sobre todas as etapas da vida pessoal. “Hoje muita gente expõe esse processo, e isso faz com que o assunto esteja mais visível, mas ao mesmo tempo as pessoas precisam entender que existe limite”, relata.
Na avaliação de Suellen Carey, a transição não segue um modelo único e não deve ser tratada como um padrão. “É um processo muito individual, cada pessoa vive de uma forma diferente, no seu tempo, e nem tudo precisa ser explicado”, diz. Ela também afirmou que a condição de figura pública não elimina o direito à privacidade. “Cada mulher trans tem sua história, seu tempo e suas escolhas. Isso não pode virar um debate público o tempo todo”, conclui.


