André Luiz Miranda vive uma fase intensa na Globo ao participar de três produções simultaneamente. O ator está no ar em A Nobreza do Amor, na reprise de Avenida Brasil (2012) e na Edição Especial de Terra Nostra (1999). Apesar dos trabalhos em sequência, o ator mantém os pés no chão. “O jogo nunca está ganho na profissão. É um mercado de trabalho pequeno e muitos profissionais incríveis”, afirma.
A participação em A Nobreza do Amor foi uma escolha deliberada. “Pedi para fazer um teste para A Nobreza do Amor. Independentemente do personagem, quis participar porque sabia que seria um marco para a TV Globo”, contou para a Quem. O engajamento com o projeto se soma à experiência em Dona Beja, série gravada em 2024 e lançada pela HBO Max recentemente, na qual o ator viveu um papel central.
André Luiz Miranda celebra a evolução dos papéis reservados a atores negros na teledramaturgia brasileira. Para ele, produções como Dona Beja e A Nobreza do Amor representam uma ruptura com o histórico de personagens subalternos. “Sempre fomos colocados em papéis de subserviência, à margem da sociedade. Em novelas como Dona Beja e A Nobreza do Amor, não. Podemos expressar nossos quereres, nossos amores, nossas dores. O Brasil é um país racista e queremos desconstruir isso”, disse.
O ator iniciou a carreira ainda na década de 1990 como ator mirim e era uma das poucas crianças negras com protagonismo na televisão brasileira. Hoje, acompanha a filha crescer com mais referências na tela. “Converso muito com a Duda sobre a maneira como ela está impulsionando essa nova geração. Minha filha vê as tranças da Alika e quer fazer igual.”, disse, citando a protagonista vivida por Duda Santos em A Nobreza do Amor.


