CONTRATOS

Globo pagou apenas R$ 89,42 para exibir 221 capítulos de Celebridade nos EUA

Edgar Moura Brasil publicou a nota fiscal e criticou o que chamou de "injustiça, ingratidão e pilhagem" da emissora

Duas mulheres conversam em ambiente interno, uma em primeiro plano de perfil e outra ao fundo observando com expressão desconfiada
Viúvo de Gilberto Braga expõe pagamento de R$ 89,42 da Globo por direitos autorais de Celebridade nos EUA (foto: Reprodução/Internet)

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O arquiteto Edgar Moura Brasil, viúvo do autor Gilberto Braga (1945-2021), voltou a criticar publicamente a Globo nesta quinta-feira (30). Ele publicou uma nota fiscal nas redes sociais mostrando que a emissora teria pago R$ 89,42 de direitos autorais pela reprise de Celebridade (2003) nos Estados Unidos. O valor se refere à exibição de 221 capítulos da novela.

“Achei respeitoso o gesto da Globo, até que vi a quantia que caberia ao grande autor que foi Gilberto, R$89,42. Isso mesmo, pela exibição de 221 capítulos de uma novela de enorme sucesso, o autor recebe oitenta e nove reais e quarenta e dois centavos?”, questionou ele.

Edgar Moura Brasil disse que, a princípio, considerou respeitoso o gesto da emissora ao solicitar a nota fiscal, mas que a reação mudou ao ver o valor. “Minha impressão inicial de respeito e consideração caiu por terra e fui invadido por um grande sentimento de injustiça, ingratidão e pilhagem”, lamentou.

Ele também questionou a postura da empresa: “Como uma emissora que os textos de Gilberto ajudaram a chegar no patamar de influência e relevância no Brasil desvaloriza tanto a sua obra?”, disse. Segundo Moura Brasil, outros autores de destaque da época de Gilberto Braga confirmaram receber valores igualmente baixos como residuais de suas obras.

O problema, de acordo com ele, está na forma como os contratos foram firmados: como não existia streaming nem Globoplay quando as novelas foram produzidas, os critérios de pagamento são definidos unilateralmente pela emissora, sem o conhecimento dos autores ou de seus herdeiros.

Ao encerrar a publicação, o arquiteto foi direto na crítica. “Acho um absurdo porque, certamente, a Globo não vende seus produtos pelo mundo a preço de banana. Sem dúvida, como já disse Shakespeare: Há algo de podre no reino da Dinamarca”, finalizou.

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