APÓS AMEAÇAS

Alanis Guillen consegue medida protetiva contra ex-namorada pela Lei Maria da Penha

Atriz acusa Giovanna Reis de perseguição, ameaça e invasão de domicílio após término; decisão impõe distância mínima e veta contatos por redes sociais

Alanis Guillen com cabelo liso solto e maquiagem leve posa diante de equipamentos de iluminação em estúdio de TV
Alanis Guillen conseguiu medida protetiva contra ex-namorada com base na Lei Maria da Penha (foto: Globo/Beatriz Damy)

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Alanis Guillen, intérprete de Lorena em Três Graças, da Globo, conseguiu uma medida protetiva contra a ex-namorada Giovanna Reis na Justiça do Rio de Janeiro. Na ação, a atriz acusa a produtora de perseguição, ameaça e invasão de domicílio após o fim do relacionamento, em março. O pedido teve base na Lei Maria da Penha e recebeu decisão judicial no dia 29 de abril.

Segundo o despacho, Alanis relatou condutas insistentes de contato, ameaças de exposição de sua vida privada e comparecimento indevido de Giovanna Reis à sua residência. A atriz também afirmou que a ex-namorada procurou colegas de elenco da novela da Globo para intimidá-la. Mensagens, registros e testemunhas foram anexados ao pedido judicial apresentado pelos advogados. As informações são da coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.

A Justiça do Rio de Janeiro concordou com os advogados da atriz e considerou o caso compatível com violência psicológica, perseguição e constrangimento indevido. No documento, o juízo apontou tentativas reiteradas de contato não consentido após o término. A decisão aplicou medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha e proibiu Giovanna Reis de manter contato com Alanis por telefone, mensagens, redes sociais, aplicativos ou e-mail.

O despacho também determinou que Giovanna mantenha distância mínima de 300 metros da atriz, de sua residência, de seu local de trabalho e de outros lugares de frequência habitual. A produtora ainda ficou proibida de fazer comentários públicos sobre Alanis, divulgar aspectos da vida privada da requerente ou expor informações por meios físicos e digitais, como redes sociais, aplicativos de mensagem, entrevistas ou veículos de comunicação.

No documento, a Justiça afirmou: “A urgência é evidente, pois a reiteração das condutas descritas indica risco concreto de agravamento da situação, com potencial lesão à integridade psicológica, à privacidade e à tranquilidade da requerente”. Procurada por e-mail e telefone neste domingo (3), Giovanna Reis disse que não pode falar sobre o caso. A assessoria de imprensa de Alanis Guillen não comentou o assunto até a publicação.

O relacionamento terminou após fãs da atriz encontrarem postagens de 2012 atribuídas a Giovanna Reis, nas quais havia comentários racistas e homofóbicos. A produtora, que tinha 14 anos na época das publicações, pediu desculpas depois da repercussão. “Eu era menor de idade, atravessada por questões psicológicas difíceis e por uma revolta interna que eu não sabia como lidar”, afirmou ao comentar as publicações antigas.

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