A Amazon Studios está sendo processada por um fornecedor de pós-produção que acusa a empresa de retaliação após se recusar a participar de um suposto esquema de propinas. A ação foi apresentada por Joe Eckardt, proprietário da empresa Unbreakable Post, especializada em trabalhos ligados a realities e produções de entretenimento.
Segundo o processo, Eckardt afirma ter perdido contratos avaliados em pelo menos US$ 1 milhão desde 2023. O empresário trabalhou anteriormente em programas como Ilha de Tentação e Sunset – Milha de Ouro, além de outros realities produzidos para plataformas de streaming. De acordo com a denúncia, o empresário participou de um almoço em julho de 2023 com Frank Salinas, chefe de pós-produção da divisão de conteúdo não roteirizado da Amazon Studios.
Na reunião, Salinas teria oferecido a Eckardt a possibilidade de se tornar um dos “fornecedores aprovados” da companhia. Segundo informações da Variety, o processo afirma que Frank Salinas teria proposto revelar antecipadamente os orçamentos da Amazon Studios para serviços de pós-produção. Com isso, Joe Eckardt poderia apresentar propostas ligeiramente inferiores e garantir contratos de forma praticamente automática, desde que repassasse uma porcentagem à empresa All Star Media, registrada em nome de Salinas.
“Meu cliente não se sentiu nada confortável com isso”, declarou James Bryant, advogado de Eckardt. Segundo o defensor, após recusar o acordo, o empresário deixou de ser chamado para projetos da Amazon Studios e passou a enfrentar dificuldades para participar de novas produções. A ação judicial cita trabalhos como Coach Prime, série estrelada por Deion Sanders, além de Good Sports, apresentada por Kevin Hart e Kenan Thompson.
Segundo Eckardt, ele também teria sido impedido de atuar em produções após a suposta intervenção de Frank Salinas. Em junho de 2025, o empresário apresentou uma denúncia anônima à Amazon Studios relatando a suposta retaliação. Posteriormente, ele revelou a própria identidade e entregou documentos a um advogado de ética da companhia. Em dezembro, a empresa informou que a investigação interna concluiu que as acusações “não foram comprovadas”.


