Cleo revelou que conviveu durante anos com dificuldades relacionadas à saúde mental antes de iniciar um processo terapêutico. A atriz, que retornou recentemente às novelas em Coração Acelerado (2026) após quase oito anos afastada do gênero, contou que procurou ajuda profissional aos 17 anos. Segundo ela, o autoconhecimento desenvolvido ao longo do tratamento foi fundamental para compreender sentimentos que carregava desde a infância.
Em entrevista à revista Quem, a artista explicou que enfrentava questões internas que não conseguia interpretar nem compartilhar com outras pessoas. Naquele período, acreditava que ninguém seria capaz de entender o que se passava em sua mente. Com o passar do tempo, porém, percebeu que suas angústias poderiam ser trabalhadas com acompanhamento especializado.
“Comecei a fazer terapia porque, desde criança, tinha coisas que me acompanhavam –nos meus sentimentos, na minha forma de ver o mundo. E eu sentia que não conseguia acessar essas coisas, não conseguia elaborá-las”, relatou. “Depois eu descobri que não era nada demais, mas na época eu achava que ninguém ia entender o que eu estava pensando e sentindo”, acrescentou a atriz.
A decisão de iniciar a terapia surgiu depois de uma conversa com um colega da escola. De acordo com Cleo, o amigo sugeriu que ela conhecesse uma terapeuta. Mesmo sem acreditar que conseguiria autorização dos pais para seguir o tratamento, a atriz aceitou o convite e participou de uma primeira sessão. A experiência foi suficiente para despertar seu interesse pelo acompanhamento psicológico.
“Ele perguntou: ‘Por que você não faz terapia?’. Eu disse que achava que meus pais não iam deixar, que não ia dar certo. Ele falou: ‘Vamos lá para você conhecer minha terapeuta’. Fui, conheci ela, fiz uma sessão. Amei. Pensei: ‘Me encontrei’”, recordou. Após decidir continuar o tratamento, Cleo buscou formas de custear as próprias consultas.
Segundo a artista, ela passou a procurar trabalhos para obter renda e manter a frequência das sessões. Com o passar dos anos, houve períodos de interrupção, mas atualmente o acompanhamento acontece de forma contínua. “Comecei a querer fazer uns trabalhos para ganhar uma grana e pagar a terapia. E por aí foi. Tive momentos de alta, anos sem fazer. Voltei, saí. Mas agora estou em acompanhamento contínuo”, afirmou.
Filha de Gloria Pires e Fábio Jr., Cleo contou que os pais demonstraram resistência inicial à ideia. Conforme explicou, a reação estava ligada à geração deles e ao fato de serem figuras públicas. Com o tempo, porém, a visão da família mudou. “Falei com meu pai, o Fábio, e ele me deu o dinheiro para fazer a terapia. Depois, todo mundo em casa foi vendo que era ótimo, e hoje em dia todo mundo faz”, concluiu.


