Mais de duas décadas após o lançamento do primeiro filme, Todo Mundo em Pânico retorna aos cinemas com o reencontro de seus personagens mais conhecidos. Shorty, Ray, Cindy e Brenda estarão novamente no centro do clássico, perseguidos pelo tradicional assassino mascarado que marcou a franquia. A nova produção aposta em referências contemporâneas e promete ampliar o alcance das paródias que transformaram a série em um fenômeno dos anos 2000.
Desta vez, o roteiro mira sucessos recentes do cinema e da cultura pop. Entre os títulos satirizados estão Corra! (2017), Pecadores (2025), Pânico 5 (2022) e até Guerreiras do K-pop (2025). Apesar de ser o sexto capítulo da franquia, a Paramount optou por não divulgar oficialmente o longa como Todo Mundo em Pânico 6.
Em entrevista ao UOL, Anna Faris, Marlon Wayans e Shawn Wayans comentaram o retorno ao universo que ajudaram a popularizar. Os artistas destacaram a relação construída com o público ao longo dos anos e demonstraram entusiasmo com a nova fase da franquia. “Fico feliz que tenhamos corrompido a sua geração”, brincou Marlon Wayans ao falar sobre o legado dos filmes.
O retorno do clássico acontece em um cenário bastante diferente daquele encontrado no início dos anos 2000. Mesmo assim, os irmãos Wayans acreditam que a essência da franquia continua atual. Segundo eles, o público busca novamente um humor mais direto e disposto a provocar discussões por meio da comédia. “Acho que as pessoas estão pedindo por risadas, por grandes risadas. Elas estão pedindo para serem alvo de piadas, para quebrar a cultura e as barreiras”, afirmou Marlon Wayans.
“O público não quer mais que essa cultura do cancelamento exista. Não queremos viver em uma prisão. Queremos viver livres, e livres nas nossas risadas”, acrescentou. Anna Faris também comentou o estilo que consagrou a família Wayans na indústria do entretenimento. “A marca dos irmãos Wayans é sempre jogar fora dos limites. É sempre sobre dobrar as regras”, declarou.
Shawn Wayans definiu a abordagem da dupla de forma resumida. “Nós batemos forte, mas com luvas de pelica”, disse. Marlon complementou a explicação ao afirmar que o objetivo nunca foi constranger pessoas específicas. “Somos ofensores com oportunidades iguais. Desse jeito, você pode rir com o outro e do outro. A coisa mais importante para nós é fazer o mundo rir”, afirmou.
Ao recordar sua experiência na franquia, Anna Faris relembrou a escolha para interpretar Cindy. A atriz acredita que o diretor Keenen Ivory Wayans enxergou em seu perfil características que combinavam com a personagem. “Acho que o Keenen me escalou originalmente porque eu era um pouco esquisita”, contou. “Eu acho a Cindy meio irritante. Um pouquinho, sabe? Ela é tão sincera e ingênua ao mesmo tempo”, afirmou.


