A Copa do Mundo iniciada nesta quinta-feira (11) também marcou o começo de uma disputa estratégica entre Globo e CazéTV fora das quatro linhas. A Fifa informou a representantes das duas empresas que o desempenho de ambas durante a competição será levado em conta nas negociações dos direitos de transmissão do próximo ciclo, com atenção especial voltada para a Copa do Mundo de 2030.
Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a entidade pretende observar o espaço dedicado ao torneio nas programações das transmissoras e o alcance obtido junto ao público. O acompanhamento leva em conta resultados em plataformas digitais e indicadores de audiência ao longo da competição. A avaliação também considera aspectos comerciais, já que a federação busca aumentar a receita gerada pela venda dos direitos no mercado brasileiro.
Globo aposta em ampla cobertura
De olho nesse cenário, a Globo decidiu reforçar sua operação para a cobertura do campeonato. A emissora enviou cerca de 130 profissionais, formando a maior delegação entre as empresas detentoras de direitos de transmissão. A equipe tem nomes de diferentes áreas da programação, como a apresentadora Renata Vasconcellos e Ana Maria Braga, aumentando a presença do torneio em diversos horários da grade.
A estratégia do grupo de mídia está alinhada ao objetivo da empresa para a Copa do Mundo de 2030. No torneio atual, apenas a CazéTV possui os direitos para transmitir todas as 104 partidas da competição. A Globo, por sua vez, admite publicamente que pretende recuperar a exclusividade mais ampla do evento no próximo ciclo de negociações conduzido pela Fifa.
CazéTV tem vantagem no digital
Enquanto a Globo investe em estrutura e alcance de massa, a CazéTV aposta no ambiente digital como diferencial competitivo. A empresa não divulga o número de profissionais enviados aos países-sede, mas opera com uma equipe menor. Ainda assim, possui uma vantagem importante: os direitos digitais do torneio, que permitem o uso de gols e entrevistas em plataformas como Instagram e TikTok.
Em conversa recente com a publicação, o diretor de esportes da Globo, Renato Ribeiro, destacou o interesse da emissora no próximo ciclo. “Estamos de olho no novo ciclo e na Copa feminina, que acontece aqui no Brasil no próximo ano. Queremos mostrar que só nós entregamos uma Copa em massa para a Fifa”, afirmou. A concorrência pela Copa do Mundo 2030, portanto, já começou nos bastidores.


