A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni teve um novo desdobramento nesta sexta-feira (12). Um tribunal federal de Manhattan determinou que o diretor e ator arque com os honorários advocatícios da atriz no processo relacionado aos bastidores de É Assim Que Acaba.
A decisão foi assinada pelo juiz Lewis Liman, que reconheceu o direito de Blake Lively ao ressarcimento das despesas processuais. O magistrado analisou o pedido apresentado pela defesa da atriz com base em uma legislação da Califórnia criada para proteger vítimas de ações de difamação utilizadas como forma de pressão judicial. “Lively tem direito a honorários e custas processuais”, escreveu o juiz na decisão divulgada pela corte.
O entendimento representa uma vitória para a artista em uma disputa que mobilizou a indústria cinematográfica e ganhou ampla repercussão internacional desde o surgimento das primeiras acusações envolvendo a produção do longa. Além dos honorários advocatícios, a equipe jurídica da atriz buscava o reconhecimento do direito a indenizações financeiras. Embora não tenha concedido esses valores neste momento, o juiz indicou que a possibilidade permanece aberta em outras instâncias judiciais.
Segundo a decisão, Blake Lively poderá buscar reparações por diferentes caminhos legais, inclusive por meio de um processo independente ou de uma reconvenção apresentada perante a Justiça federal. “Deixa a porta aberta” para que a atriz solicite indenizações “por outros meios (como um processo independente ou uma reconvenção), inclusive na corte federal”, registrou o magistrado.
A disputa teve origem em acusações feitas pela artista contra Justin Baldoni. No processo, ela alegou ter enfrentado situações consideradas inadequadas durante os trabalhos ligados ao filme. Entre os relatos apresentados pela atriz estão alegações de que Baldoni teria mostrado vídeos de mulheres nuas, comentado repetidamente sobre um antigo vício em pornografia, feito observações sobre seu peso e discutido questões relacionadas à morte de seu pai sem solicitação prévia.
Blake Lively também afirmou que o diretor tentou acrescentar novas cenas de sexo ao roteiro de É Assim Que Acaba. Entre as sequências citadas estavam momentos de sexo oral e cenas que mostrariam a personagem durante o orgasmo. A atriz sustentou ainda que teria enfrentado um ambiente de trabalho hostil e acusou Baldoni de tentar prejudicar sua imagem publicamente após divergências criativas sobre a estratégia de divulgação do longa.
Segundo o processo, Blake Lively defendia uma campanha promocional mais positiva para o filme, enquanto Baldoni pretendia destacar a temática da violência doméstica presente na obra. O diretor negou todas as acusações apresentadas contra ele. Após tentativas frustradas de acordo e a rejeição de parte das alegações por um juiz, a disputa judicial chegou ao fim em maio de 2025. As partes anunciaram um entendimento que encerrou oficialmente o caso antes do julgamento marcado para 18 de maio.


