Jurassic World: Domínio entrou para a história de Hollywood ao se tornar o filme mais caro já produzido. Segundo informações divulgadas com exclusividade pela revista Fortune, o longa da Universal Pictures alcançou um orçamento de US$ 658,8 milhões, superando o recorde anterior de Star Wars: O Despertar da Força (2015), que custou US$ 638,9 milhões.
O principal motivo para a escalada dos gastos foi a pandemia de Covid-19. As filmagens sofreram meses de interrupção em 2020, período em que os estúdios precisaram manter estruturas operacionais, contratos e equipes à disposição para a retomada da produção.
Além dos atrasos, a Universal teve despesas adicionais com protocolos sanitários e segurança. Mesmo sem gravações em andamento durante parte do período, a companhia continuou arcando com pagamentos de estúdios, equipamentos alugados, produtores e chefes de departamento.
Outro fator que contribuiu para o aumento dos custos foi a hospedagem do elenco principal no Reino Unido. Bryce Dallas Howard, Chris Pratt, Laura Dern, Jeff Goldblum e Sam Neill permaneceram instalados no hotel Langley durante a produção, em acomodações com diárias superiores a US$ 600.
As informações financeiras vieram à tona por meio de documentos da Arcadia Pictures, subsidiária criada pela Universal para realizar as filmagens no Reino Unido. A legislação local exige a abertura de empresas específicas para que produções estrangeiras possam acessar programas de incentivo fiscal.
No caso de Jurassic World: Domínio, a produção se beneficiou do Audio-Visual Expenditure Credit (AVEC), mecanismo que concede reembolsos de até 25,5% dos gastos realizados no país. Graças ao programa, o governo britânico devolveu aproximadamente US$ 127,8 milhões à produção. Com isso, o custo líquido para a Universal foi reduzido para cerca de US$ 531 milhões.
Apesar do orçamento recorde, o filme teve desempenho expressivo nas bilheterias mundiais. A arrecadação global alcançou aproximadamente US$ 1 bilhão, consolidando o longa como um dos maiores sucessos comerciais de 2022. Segundo a Fortune, mesmo com a bilheteria elevada e os incentivos fiscais, a Universal teria operado com uma pequena perda na exibição cinematográfica. O resultado, porém, foi compensado posteriormente por receitas provenientes de streaming, vendas de mídia física e produtos licenciados.


