Arianne Botelho assumiu o papel principal de Então É Amor, nova novela vertical lançada nas plataformas digitais da Globo. A atriz, de 32 anos, contou que viveu uma experiência inédita ao gravar o projeto e revelou ter sentido receio diante das características do formato, que exige um ritmo mais acelerado de narrativa.
Escrita por Gustavo Reiz e dirigida por Marcelo Zambelli, a produção acompanha a história de Rosa, personagem interpretada por Arianne Botelho. O elenco também conta com Micael Borges, Cristiana Oliveira, Wagner Santisteban e Carla Díaz. “Nunca tinha feito novela vertical e fiquei com medo. É uma novela sem barriga. Muitas coisas acontecem em um capítulo só. A Rosa não tinha um minuto de sossego”, afirmou em conversa com a Quem.
Segundo Arianne Botelho, a dinâmica da produção chamou sua atenção desde os primeiros contatos com o roteiro. Acostumada a ler capítulos de forma gradual, ela contou que desta vez decidiu acompanhar toda a história de uma só vez para descobrir os rumos da personagem. “Geralmente, leio aos poucos. Desta vez, queria saber o que ia acontecer. A novela tem surpresas em todos os capítulos. Minha personagem não é uma mocinha óbvia”, explicou.
Apesar das diferenças na linguagem audiovisual, a atriz afirmou que o processo de construção de Rosa seguiu a mesma dedicação aplicada em outros trabalhos. “A construção da personagem, para mim, foi dedicada como a de qualquer papel que começo do zero em outro produto. A construção é a mesma, mas a concentração exige mais domínio do papel”, declarou Arianne Botelho.
A intérprete explicou que Rosa conduz a narrativa do início ao fim, o que demandou um conhecimento aprofundado sobre todas as fases da personagem. “A Rosa, minha personagem, tem a linha que leva a história do começo ao fim. Tenho que dominar todas as nuances dela, desde as mais simples até as mais complexas”, acrescentou.
Outro desafio relatado por Arianne Botelho esteve relacionado à própria linguagem visual da obra. Como as cenas são gravadas para exibição em tela vertical, a atriz precisou adaptar movimentos e gestos durante as filmagens. “No começo, eu esquecia que era vertical e tinha um gestual como se fosse horizontal. O Zambelli me alertava: ‘Arianne, é vertical’”, relembrou.


