Bruna Marquezine abriu o jogo sobre um dos períodos mais delicados de sua trajetória profissional. Durante participação em um evento promovido pela Kérastase, a atriz relembrou a pressão que enfrentou aos 18 anos, quando assumiu o protagonismo de uma novela e vivia um relacionamento amplamente acompanhado pelo público com Neymar.
Segundo a artista, o momento foi marcado por cobranças profissionais e pela intensa exposição de sua vida pessoal. Ela afirmou que precisou lidar simultaneamente com as expectativas em torno da novela e com a repercussão constante do namoro. “Me tornei protagonista desta novela já com ela no ar, até em uma tentativa de ganhar o público. Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal, que estava muito exposta, não por escolha”, declarou.
A atriz relatou que se sentia responsável pelos resultados da produção e enfrentava dificuldades para lidar com a pressão acumulada. “Estava lidando com o peso de uma vida pessoal muito exposta, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do ‘contamos com você’”, afirmou.
Bruna Marquezine contou ainda que frequentemente chorava nos bastidores da novela e acabou sendo chamada a atenção por causa disso. “Fizeram uma reclamação no RH de que eu chorava muito e atrapalhava a maquiagem”, revelou. Durante o relato, a atriz lembrou uma conversa que teve na época e que, segundo ela, deixou marcas profundas.
A artista afirmou que ouviu comentários que aumentaram sua sensação de insegurança profissional. “Ouvi de um homem que eu precisava ser como tal atriz e a seguinte frase: ‘Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar’. Aquilo me feriu profundamente. Eu estava tão vulnerável”, disse.
A artista acredita que foi naquele período que começou a desenvolver a chamada síndrome da impostora, caracterizada pela dificuldade de reconhecer as próprias conquistas e capacidades. “Hoje olho para aquela menina com muito afeto”, afirmou. “Trabalhei com um ator que, nos bastidores, tinha um desempenho terrível, mas ele nunca foi chamado para conversa”, declarou. “Graças à terapia, consigo olhar para trás e me acolher. Hoje não aceitaria passar por isso”, concluiu.


