A Netflix apresentou oficialmente Como Irmãs, sua nova aposta no segmento de animação. O longa foi revelado durante o Festival de Annecy e propõe uma releitura do clássico conto de Cinderela ao transferir o protagonismo para uma das meias-irmãs da personagem.
Dirigido por Alyce Tzue e John Ripa, o projeto levou cerca de seis anos para ser desenvolvido. A produção acompanha Lilith, que decide sair da sombra de Cinderela e acaba desencadeando uma série de acontecimentos capazes de colocar todo o reino em perigo.
Na trama, a personagem rouba a varinha da Fada Madrinha e provoca consequências inesperadas. Segundo John Ripa, a proposta central do filme é mostrar que outros personagens também merecem encontrar felicidade. “Todos merecem um final feliz, não apenas a Cinderela”, afirmou o diretor durante a apresentação do projeto.
A equipe criativa explicou que buscou referências em diferentes versões da lenda de Cinderela, inclusive em narrativas anteriores às adaptações mais populares conhecidas pelo público. Alyce Tzue contou que encontrou pontos de identificação com a protagonista da história. Segundo a diretora, experiências vividas durante a infância ajudaram a moldar sua conexão com a personagem.
“Eu era aquela criança ignorada. Sempre fui uma garota quieta que adorava desenhar e sentia que nunca me encaixava”, declarou. Além da mudança de perspectiva narrativa, Como Irmãs chamou atenção pelo estilo visual apresentado durante o painel em Annecy. A produção combina influências do rococó, cores intensas e referências contemporâneas na construção dos cenários e personagens.
O diretor de arte Dan Casey explicou que a personagem Priscilla foi desenvolvida a partir de inspirações inusitadas. “Maria Antonieta com Paris Hilton”, resumiu ao comentar o conceito da vilã da produção da Netflix. Já o chefe de animação Jason Figliozzi apresentou testes de movimentos e expressões criados para diferenciar cada integrante do elenco. As demonstrações provocaram reações positivas do público presente no evento.


