Jornalista da Record, Fábio Ramalho presenteia namorado com anel de compromisso

O jornalista Fábio Ramalho posa ao lado do namorado, o influenciador João Paulo dos Santos (foto: Reprodução)
O jornalista Fábio Ramalho posa ao lado do namorado, o influenciador João Paulo dos Santos (foto: Reprodução)
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O jornalista Fábio Ramalho, da Record, deu um anel de compromisso ao influenciador João Paulo dos Santos durante um passeio romântico de avião sobre os Lençóis Maranhenses nesta sexta-feira (23). “Quem voa alto não é só quem tem asas. É quem acredita que é possível voar”, declarou ele em suas redes sociais.

Ele concedeu uma entrevista a Quem e falou sobre o relacionamento. “Estamos juntos há quase um ano, mas a decisão dele vir para o Rio de Janeiro foi tomada depois, já que ele morava em Goiânia. Por isso, hoje moramos juntos, vivendo uma relação estável e saudável. Conheço casais heterossexuais, homossexuais, transsexuais que, inclusive, aconselhamos quando estão em crise em seus relacionamentos. E nem por isso somos mais ou menos que outros casais”, afirmou.

Sobre a diferença de 26 anos de idade entre o casal, o jornalista pontuou que as pessoas tem preconceito. “Eu sempre tentei ‘blindar’ quem estivesse comigo de exposição na mídia de forma equilibrada, inteligente. Se namorasse com mulheres a preocupação seria a mesma. Se fosse um homem de 45 anos com uma jovem de 19 ou 20 anos, ele seria o ‘garanhão’, ‘pegador’, certo? Mas como são dois homens, aí os conceitos se confundem completamente. O nome disso? Preconceito, preconceito e preconceito!”, declarou.

Fábio Ramalho aproveitou o espaço para se declarar ao amado. “O João Paulo é maior de idade, inteligente, e além de bem resolvido, tem o trabalho dele na internet com a aprovação da família em tudo. Por isso estamos juntos”, disse ele.

O jornalista falou sobre sofrer represálias no meio de televisão. “Eu nunca escondi minha sexualidade de ninguém. Familiares, amigos, colegas do trabalho, até patrocinadores dos meus quadros, sempre souberam da minha orientação. Que eu saiba, isso nunca fez diferença para alguém. Quem frequenta o meio LGBTQI+ no Rio de Janeiro sabe que eu sempre fui figurinha fácil de ser vista, acessível e sem nada pra esconder, com ou sem namorado ao lado”, afirmou.

“No meu trabalho, nunca sequer perguntaram para que time eu torço, como informação profissional relevante. Trabalho há 20 anos no mesmo canal. As pessoas precisam se libertar do preconceito de que ‘se você não parece, você não é’. ‘Se você não milita, você é mal resolvido’. Achar que para ser gay precisa ser afeminado, é um ranço terrível do passado”, concluiu.

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