O influenciador Arthur O Urso, conhecido por viver relacionamentos poligâmicos de forma assumida, afirma que foi impedido de apadrinhar o filho de um amigo após a instituição religiosa ser informada sobre sua vida pessoal. Segundo ele, o convite partiu diretamente da família da criança, mas acabou barrado às vésperas da celebração por não ser considerado o exemplo ideal.
Arthur O Urso conta que recebeu a notícia com surpresa e desconforto. “Meu amigo queria muito que eu fosse padrinho, mas disseram que, por eu viver com mais de uma mulher, eu não seria o exemplo ideal dentro da Igreja. Foi constrangedor”, relata o produtor de conteúdo. Ele afirma que a situação é um sinal claro do preconceito que enfrenta rotineiramente.
Relato de polifobia e exclusão
O influenciador defende que sua conduta é pautada pelo consenso e pela transparência. “Eu não estou falando de traição ou coisa escondida. Tudo é consensual. Mesmo assim, parece que a palavra ‘poligamia’ já fecha portas automaticamente”, afirma. Segundo ele, a situação foi o estopim para perceber que sofre o que chama de polifobia com frequência em diversos setores.
De acordo com o relato de Arthur O Urso, a exclusão vai além do ambiente religioso e atinge sua vida profissional. “Não é a primeira vez que algo assim acontece. Já perdi contratos, já deixaram de me convidar para eventos e já ouvi que eu ‘não combino’ com certos ambientes. A pessoa nem me conhece, mas já me julga”, desabafa o influenciador sobre as perdas comerciais.
Crítica ao preconceito e limites sociais
Ele acrescenta que as críticas surgem de diversos perfis, incluindo o público feminino. “Tem muita mulher que me critica também. Às vezes apoiam liberdade, mas quando veem um relacionamento não monogâmico na prática, a reação muda. Parece que o discurso é moderno, mas o limite é curto”, afirma Arthur O Urso ao analisar o comportamento das pessoas nas redes sociais.
Apesar do ocorrido, o criador de conteúdo diz que não guarda ressentimento das instituições. “Eu respeito a Igreja e entendo que cada instituição tem suas regras. Só acho que as pessoas confundem escolha de vida com caráter”, declara. Para Arthur O Urso, tornar o caso público é uma forma de abrir debate. “Se meu estilo de vida incomoda tanto, talvez o problema não seja o amor em si, mas o medo de sair do padrão”, finaliza.


