O diretor Homero Salles, conhecido pela longa trajetória ao lado de Gugu Liberato (1959-2019), publicou um texto sobre os rumos do SBT no último sábado (28). Sob o título “O tal do DNA do SBT…”, o profissional questiona a atual estratégia da emissora paulista. Para ele, existe um erro na tentativa de resgatar a identidade histórica da empresa.
Homero Salles menciona que, após o afastamento de Silvio Santos (1930-2024), o canal adotou iniciativas que não surtem efeito na audiência. Ele observa que a Record se consolidou na vice-liderança, enquanto a Band cresce na disputa pelo público. O ex-diretor avalia que a insistência em reprisar fórmulas antigas prejudica a renovação necessária da grade.
Críticas à programação e chamadas
Sobre a liderança de Daniela Beyruti, ele disse que “não poderia ser melhor essa escolha”. O diretor complementa sua visão sobre a executiva de forma direta: “Daniela é inteligente, preparada, dedicada, trabalhadora e tem as melhores intenções… mas não basta”. Segundo Homero Salles, o erro é a repetição de quadros e programas. “O DNA não é isso, longe disso”, pondera.
O profissional defende que a verdadeira essência da emissora sempre foi a inovação e o trato irreverente com o telespectador. Ele afirma que o SBT perdeu a força em suas chamadas da proramação e na organização da grade. “SBT infelizmente não tem mais aquela identidade… suas chamadas não convencem e não seduzem… sua grade está uma colcha de retalhos”, afirma.
Diretor relembra frase de Silvio Santos
No texto, Homero Salles relata uma frase marcante atribuída ao fundador da emissora: “Homero, nós somos pipoqueiros e não devemos ter vergonha de vender pipoca”. Ele sustenta que a televisão deve identificar e atender seu público com precisão. O diretor argumenta que, embora o apresentador fizesse mudanças constantes, sob o comando do veterano a lógica de programação funcionava.
O cenário dominical também preocupa o diretor, visto que é o único dia em que a emissora mantém a vice-liderança. Ele ressalta que em março o cenário mudará com a chegada de Eliana à Globo e do novo game show de Tom Cavalcanti na Record. Para Homero Salles, o canal precisa reencontrar a ousadia para enfrentar a nova concorrência que se desenha.


