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Pior estreia de todos os tempos: A Nobreza do Amor derruba audiência da Globo

Folhetim destronou Lado a Lado (2012) como pior primeiro capítulo da história da faixa horária, que está em cartaz desde 1971

Mulher com tranças e adorno dourado na cabeça usa vestido rosa com detalhes e joias enquanto conversa com outra pessoa em cena de A Nobreza do Amor; ao fundo aparece o logotipo da Globo.
A Nobreza do Amor teve pior audiência de estreia da história das novelas das 6 (foto: Reprodução/TV Globo)

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A Nobreza do Amor iniciou a sua trajetória fazendo história, mas não como a Globo queria: a nova novela das seis se tornou responsável pela pior média de audiência de um primeiro capítulo da faixa horária em todos os tempos. Nunca uma produção do slot, que está em cartaz desde 1971, teve números tão ruins. Na comparação direta com sua antecessora, Êta Mundo Mundo!, a trama perdeu 23% dos telespectadores — em índices brutos, é possível afirmar que a rede perdeu em apenas um folhetim mais que o ibope obtido pelo SBT no confronto direto com a estreia.

Os números prévios de audiência da Grande São Paulo, obtidos pela reportagem do TV Pop com fontes do mercado, revelam que a estreia de A Nobreza do Amor cravou 16,63 pontos de média, com um pico de 17,66 às 19h10. O folhetim, que entrou no ar com 16,43 pontos deixados pela reapresentação de Rainha da Sucata, praticamente não conseguiu reagir ao longo de sua exibição, entre 18h24 e 19h10. Até então, as piores estreias da história das novelas das 6 eram Lado a Lado (18,0, em 2012) e Além da Ilusão (18,1, em 2022).

No confronto direto com o folhetim de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., a Record foi a segunda escolha dos telespectadores entre as TVs abertas, com 7,24 pontos do Cidade Alerta. A Band, com o Brasil Urgente, marcou 3,00. O SBT, com o final de Coração Indomável e o jornal Aqui Agora, pontuou 2,82. Na Grande São Paulo, cada ponto de audiência na respectiva estação ou programa simboliza a preferência de 78.780 domicílios e 199.632 indivíduos.

Juntas, as plataformas de streaming marcaram 14,18 pontos no embate com A Nobreza do Amor, enquanto os canais por assinatura tiveram 2,39 pontos. A maior parte dos dados apresentados neste texto são prévios e podem sofrer alterações significativas, para mais ou para menos, no dia útil subsequente — o TV Pop publicará os resultados definitivos da estreia da nova novela das 6, além dos índices dos programas das principais emissoras de televisão nesta segunda-feira (16), no início da tarde de terça (17).

A média do folhetim também ficou abaixo das expectativas em outras regiões metropolitanas. Em Goiânia, a novela marcou 12,7 pontos de média, apenas seis décimos a mais que a Record em sua respectiva faixa horária — durante 16 minutos, A Nobreza do Amor foi superada pela edição local do Cidade Alerta.

Qual é a história da nova novela das 6?

Ambientada nos anos 1920, a trama apresenta uma fábula afro-brasileira que conecta um reino africano fictício a uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte. A produção gira em torno da história da princesa Alika, interpretada por Duda Santos, e do trabalhador Tonho, vivido por Ronald Sotto. O folhetim apresenta dois cenários principais: o reino de Batanga, antiga colônia portuguesa na costa ocidental da África, e a cidade fictícia de Barro Preto.

Apesar da distância geográfica, os dois universos mantêm conexões decisivas para o desenvolvimento da história. A narrativa começa com um golpe de Estado em Batanga. O ambicioso Jendal, personagem de Lázaro Ramos, trai o rei Cayman II, interpretado por Welket Bungué, e toma o trono do país. O plano do vilão previa um casamento arranjado com a princesa Alika e um acordo com ingleses para explorar jazidas de tungstênio. Contudo, a estratégia fracassa e desencadeia a tomada violenta do poder.

Golpe em Batanga inicia trama de A Nobreza do Amor

Diante da tirania instaurada por Jendal, a família real tenta escapar do reino. Durante a fuga, o rei Cayman II sofre ferimentos graves. Antes de morrer, ele revela à filha Alika e à rainha Niara, vivida por Erika Januza, o destino que deve garantir a sobrevivência das duas: o Brasil. A orientação aponta para um lugar distante, mas ligado à história da família. O destino indicado pelo monarca é Barro Preto, cidade do interior do Rio Grande do Norte.

No local vive Zambi, que adotou o nome José e é interpretado por Bukassa Kabengele. Irmão do rei deposto, ele havia renunciado à coroa anos antes para se casar com a brasileira Teresa, papel de Ana Cecília Costa. A cidade passa a servir como refúgio para mãe e filha. A chegada ao Brasil altera a vida da princesa. Em Barro Preto, Alika entra em contato com costumes, paisagens e conflitos locais.

O município reúne características do litoral e do sertão nordestino, cenário que revela aspectos sociais e culturais do país. Ao mesmo tempo, o local abriga histórias pessoais que atravessam gerações e reforçam o elo entre África e Brasil. Nesse novo ambiente, a protagonista vive também a descoberta do amor. O encontro com Tonho, jovem trabalhador da região interpretado por Ronald Sotto, marca o início de uma relação inédita para ambos.

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