A Globo recebeu notificação do Ministério Público Federal (MPF) na segunda-feira (30) para prestar esclarecimentos sobre uma denúncia envolvendo Jonas Sulzbach no BBB 26. O órgão solicita o envio de imagens do programa e informações sobre uma discussão com Juliano Floss, ocorrida em fevereiro, que motivou acusação de homofobia dentro do reality.
O episódio investigado envolve uma fala de Jonas Sulzbach, que teria chamado Juliano Floss de “afetadinho” durante uma discussão no confinamento. A denúncia foi apresentada por Agripino Magalhães, suplente de deputado federal por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAP+, que pediu apuração do caso pelas autoridades competentes, segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.
O caso está sob análise do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que conduz a investigação. Além da notificação enviada à Globo, o órgão também deve ouvir Jonas Sulzbach nos próximos dias. A apuração busca verificar se houve prática de crime relacionado à discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.
Jonas Sulzbach pode responder por homofobia
Se as acusações forem confirmadas ao fim do procedimento investigatório, o Ministério Público poderá apresentar denúncia formal à Justiça. Nesse cenário, Jonas Sulzbach pode responder por crimes de homofobia e transfobia, conforme previsto na legislação. A análise depende do conteúdo das imagens solicitadas e de eventuais depoimentos colhidos ao longo da investigação. Na notificação, o MPF requisita o material audiovisual para avaliar o contexto das declarações exibidas no BBB 26.
A discussão ganhou repercussão nas redes sociais após a exibição do programa da Globo. A equipe de Juliano Floss criticou a postura do participante e divulgou uma nota. “Juliano é um homem hétero. O fato de Jonas acreditar que o chamar de ‘loirinha’ seja ofensivo diz muito mais sobre quem ofende do que sobre quem é ofendido”, afirmou a equipe do influenciador.


