A ESPN definiu como prioridades para 2025 a cobertura da Copa do Mundo e da Libertadores, mesmo sem possuir os direitos de transmissão do torneio de seleções. O canal esportivo da Disney aposta em uma operação ampliada para manter relevância durante o evento internacional.
Segundo Carlos Maluf, principal executivo da ESPN no Brasil, a estratégia envolve integração entre equipes de diferentes países. “Para o Mundial, teremos uma força de trabalho que unirá toda a ESPN da América Latina e dos Estados Unidos para cobrir o torneio”, afirmou em conversa com a Folha de S.Paulo.
A emissora já iniciou o planejamento com a contratação de Zico, que acompanhará de perto a seleção brasileira durante a competição. Além dele, cerca de 30 profissionais serão enviados aos países-sede. “Será uma equipe muito robusta, integrada e multicultural”, disse Maluf. O canal também prevê a criação de um espaço em uma das cidades para transmissões ao vivo com convidados e conteúdos digitais.
Mesmo com o foco no Mundial, a ESPN garante que sua grade não será reduzida. “A nossa programação não vai parar”, afirmou o executivo, ao citar eventos como Série B, Wimbledon e finais da NBA. A Libertadores segue como outro pilar estratégico. Os jogos da primeira rodada lideraram a audiência da TV por assinatura, impulsionados por partidas exclusivas de clubes como Corinthians e Cruzeiro.
O canal renovou recentemente os direitos das competições da Conmebol até 2030 e já projeta aumento na demanda de transmissões a partir de 2027. Segundo o executivo, o crescimento exigirá novos ajustes na operação. “Já tivemos, no último ano, um acréscimo de mais de 300 jogos com a Série B, com partidas com produção e uma grande oferta no Disney+”, destacou.


