BARRADA

Justiça veta entrevista da ‘serial killer de Guarulhos’ a Roberto Cabrini na Record

Decisão judicial impede gravação com detenta em Tremembé após avaliação sobre condições psicológicas

Ana Paula Veloso Fernandes sentada em sala com parede clara ao fundo usando blusa bege e olhando para a câmera
Ana Paula Veloso Fernandes teve entrevista para a Record vetada pela Justiça (foto: Reprodução)

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A Justiça de São Paulo proibiu a realização de uma entrevista entre o apresentador Roberto Cabrini, da Record, e Ana Paula Veloso Fernandes, conhecida como ‘serial killer de Guarulhos’. A decisão saiu nesta quinta-feira (16) e impede a gravação enquanto a acusada permanece presa preventivamente na penitenciária feminina de Tremembé, no interior paulista, sob avaliação sobre suas condições psicológicas.

Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, a direção da unidade prisional se posicionou contra a conversa com o jornalista. O entendimento da administração é que a detenta não apresenta condições mentais adequadas para tratar do caso publicamente neste momento, o que levou ao despacho judicial que vetou a iniciativa da emissora.

A defesa de Ana Paula Veloso Fernandes informou que a entrevista seria uma oportunidade para expor sua versão dos fatos após a ampla divulgação do caso pela acusação. “Seria uma chance de ela falar sua versão dos fatos, o que Ana Paula não conseguiu até aqui”, diz a defesa na ação. “Ela não é uma serial killer, como foi propagado erroneamente em todo do Brasil.”

A juíza Sueli de Oliveira Armani acompanhou o posicionamento da direção do presídio e rejeitou o pedido feito pela Record. Com a decisão, a emissora não deve recorrer para tentar reverter o veto. A medida mantém a restrição à entrevista da chamada ‘serial killer de Guarulhos’, ao menos enquanto persistirem as condições apontadas pela administração penitenciária.

Em depoimentos prestados à Justiça, a acusada admitiu a autoria de dois homicídios: o pai de uma amiga e o dono do imóvel onde vivia em Guarulhos. Ela negou envolvimento em outros dois casos atribuídos pela polícia, incluindo o de uma amiga e o de um tunisiano. Segundo a acusação, os crimes ocorreram em um intervalo de cinco meses, e ainda não há data definida para julgamento.

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