A polícia da Coreia do Sul solicitou um mandado de prisão contra Bang Si-hyuk, fundador e presidente da Hybe, empresa responsável pelo BTS. O executivo é investigado por supostas irregularidades envolvendo a abertura de capital da companhia.
Segundo autoridades de Seul, Bang Si-hyuk teria violado leis do mercado ao influenciar investidores a vender ações antes do IPO, favorecendo um fundo ligado a seus parceiros. De acordo com a polícia, o esquema teria permitido que o fundo adquirisse participações antes da estreia na bolsa. Após a abertura de capital, os ativos foram vendidos com lucro elevado.
A investigação aponta que Bang Si-hyuk teria recebido cerca de 30% dos ganhos, acumulando aproximadamente 190 bilhões de won, valor equivalente a cerca de R$ 730 milhões. A defesa do executivo contestou o pedido de prisão. “Lamentamos que o mandado tenha sido solicitado, apesar de nossa cooperação total e constante com as investigações ao longo de um extenso período”, afirmou.
Bang Si-hyuk também declarou que seguirá colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos. Após a divulgação do caso, as ações da Hybe registraram queda de 2,4%. No mesmo dia, o índice KOSPI, principal da bolsa sul-coreana, avançou 2,7%. O impacto reforça a relevância do executivo no mercado de entretenimento e no setor financeiro. O fundador da Hybe está proibido de deixar a Coreia do Sul desde agosto de 2025.
A polícia confirmou que houve pedido da embaixada dos Estados Unidos para liberar temporariamente sua viagem. A solicitação tinha como objetivo permitir a participação do executivo em um evento oficial e em discussões sobre a turnê global do BTS, que prevê shows no Brasil em outubro.
O pedido de prisão será analisado pela Promotoria do Distrito Sul de Seul. Caso avance, um tribunal deverá realizar audiência em até três dias para decidir sobre a detenção. A decisão pode impactar diretamente a gestão da Hybe e o futuro de seus projetos internacionais.


