A Globo abriu uma nova frente judicial contra a TV Gazeta de Alagoas ao questionar o uso dos nomes de seus telejornais locais. Fora da programação da rede desde setembro de 2025, a emissora alagoana manteve no ar os títulos Bom Dia Alagoas, AL1 e AL2, registrados quando ainda era afiliada. A rede alega uso indevido de marcas e aumentou a disputa entre as empresas.
Segundo a coluna Canal D, do jornal O Dia, assinada por Gabriel de Oliveira, publisher do TV Pop, a nova ação ocorre em paralelo a outra disputa entre as emissoras no STF (Supremo Tribunal Federal). O processo ainda não tem data para julgamento. Além da contestação sobre os nomes dos telejornais, a batalha judicial se estende desde o rompimento da parceria e envolve diferentes decisões no campo da radiodifusão.
Na ocasião do fim da afiliação, a situação produziu uma situação incomum para os telespectadores de Alagoas. Sem aviso prévio ao público, a Globo encerrou oficialmente a parceria com a TV Gazeta de Alagoas nos primeiros minutos de 27 de setembro de 2025 e iniciou sua nova relação com a TV Asa Branca. Mesmo após a rescisão, a antiga afiliada continuou a transmitir a programação da rede de forma simultânea.
A TV Asa Branca, no ar desde junho de 2024, deixou a afiliação temporária com o Futura à 0h08 daquele sábado e exibiu um comunicado para marcar a nova fase. No texto, afirmou que passava a “escrever um dos capítulos mais importantes da história da televisão brasileira”. A emissora também disse que levaria notícias relevantes aos 102 municípios alagoanos e reforçou seu compromisso com o mercado publicitário local.
Em outro comunicado, enviado à 0h01 do mesmo dia, a Globo afirmou que a TV Asa Branca passava a ser sua única retransmissora autorizada em Alagoas. A rede declarou que a TV Gazeta de Alagoas não transmitiria mais seu sinal por causa do encerramento da relação contratual. Também sustentou que a mudança reforçava o compromisso com uma rede de afiliadas alinhada a seus padrões de qualidade e cobertura.
A crise ganhou novo capítulo após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, que suspendeu os efeitos de entendimento do STJ favorável à manutenção do vínculo. Na decisão, o magistrado afirmou que o contrato não deveria ser perpetuado por via judicial e citou a condenação de Fernando Collor de Mello e Luiz Duarte Amorim por corrupção. Para ele, a rede tem motivo legítimo para deixar de associar sua marca à empresa.


