O pai de Amy Winehouse (1983-2011) perdeu uma ação judicial contra duas amigas da cantora britânica que venderam objetos pessoais da artista em leilão. A decisão foi anunciada pelo Tribunal Superior de Londres. Mitch Winehouse contestava a venda dos itens e alegava que os valores arrecadados deveriam ser destinados a ele.
Amy Winehouse teve centenas de objetos leiloados entre novembro de 2021 e maio de 2023. As responsáveis pela venda foram a ex-estilista Naomi Parry e a amiga Catriona Gourlay. Juntas, elas arrecadaram cerca de US$ 1,4 milhão, valor equivalente a R$ 6,95 milhões. Parte do montante, cerca de 30%, foi direcionada à fundação criada em nome da cantora.
Mitch Winehouse argumentou na Justiça que as duas mulheres não tinham direito de comercializar os itens. Segundo ele, os objetos pertenciam ao espólio da artista. A defesa de Catriona Gourlay, representada pelo advogado Ted Loveday, sustentou que a maior parte dos itens havia sido dada diretamente por Amy Winehouse às amigas ainda em vida.
A juíza auxiliar Sarah Clarke considerou o histórico da cantora ao analisar o caso. De acordo com a magistrada, Amy Winehouse costumava presentear pessoas próximas com roupas e acessórios. A decisão destacou que a artista evitava repetir figurinos em apresentações e acumulava mais itens do que poderia usar ou guardar ao longo da carreira.
Caso Amy Winehouse envolve itens de turnê
Entre os objetos leiloados estavam peças marcantes da carreira de Amy Winehouse. A lista reúne uma bolsa preta da Armani e vestidos usados durante sua última turnê, realizada em junho de 2011. Os itens chamaram atenção por fazerem parte do período final da artista, pouco antes de sua morte aos 27 anos.
Amy Winehouse ficou conhecida pela voz marcante e por um estilo visual associado ao pin-up, além de episódios ligados a excessos ao longo da carreira. A cantora morreu em 23 de julho de 2011, em decorrência de intoxicação alcoólica. O caso judicial recente envolve diretamente a gestão de bens ligados à memória e ao legado da artista.


