A Nintendo confirmou que o aumento de preço do Nintendo Switch 2 ainda não será suficiente para compensar a alta nos custos de produção do console. A informação foi revelada pelo presidente da empresa, Shuntaro Furukawa, durante reunião com investidores.
A partir de 1º de setembro, o videogame ficará US$ 50 mais caro nos Estados Unidos e terá reajuste de €30 na Europa. Até o momento, a Nintendo ainda não confirmou mudanças nos preços praticados no Brasil. Segundo Furukawa, o impacto financeiro poderia ter sido ainda maior. Mesmo assim, a companhia decidiu limitar o reajuste para evitar prejuízos ao ritmo de vendas do hardware no mercado internacional.
Durante o encontro com investidores, o executivo afirmou que a empresa pretende ampliar o calendário de lançamentos para agregar mais valor ao Nintendo Switch 2 e atrair novos consumidores. “A Nintendo normalmente começa o ano com projeções conservadoras, mas mesmo assim, essa parece excepcionalmente fraca”, avaliou o analista Hideki Yasuda, da Toyo Research Advice.
O especialista também afirmou que o aumento de preço reflete o cenário econômico atual, mas destacou que uma possível desaceleração nas vendas pode levantar dúvidas sobre o apelo comercial do console. Nintendo, Sony e Microsoft vêm enfrentando dificuldades semelhantes no mercado de eletrônicos. Nos últimos meses, PlayStation 5 e Xbox Series X também tiveram reajustes de preços em diferentes regiões. Grande parte da pressão nos custos está ligada à escassez de memória RAM e armazenamento.


