Virgílio Silva afirmou que chega ao fim de Três Graças com a sensação de despedida de uma família criada ao longo dos últimos dois anos. Coautor da novela das nove ao lado de Aguinaldo Silva e Zé Dassilva, o escritor definiu o encerramento da trama como uma espécie de “síndrome de abstinência” após a convivência intensa com os personagens.
A novela exibiu o último capítulo nesta sexta-feira (15) na Globo. Em entrevista ao Notícias da TV, Virgílio Silva declarou que a equipe não tinha dimensão da repercussão que Três Graças alcançaria junto ao público, embora reconhecesse desde o início a força dramática dos personagens e dos conflitos apresentados na história.
“Desde o início, quando comecei a escrever a sinopse com Aguinaldo, eu sabia que seria um grande desafio. Eu estava realizando um sonho, fazendo o que sempre desejei, mas, junto, eu sabia que vinha uma responsabilidade gigantesca”, declarou o novelista ao comentar os bastidores da produção da Globo.
Virgílio Silva também destacou o trabalho realizado pelo diretor Luiz Henrique Rios e pela equipe responsável pela condução da trama. Segundo o autor, a percepção sobre o tamanho do sucesso veio quando o público começou a discutir os personagens nas ruas e criar torcidas organizadas para os casais da novela.
“Eu poderia dizer que não tinha como dar errado, só que fenômeno mesmo ninguém prevê. A novela estreou e, quando começamos a perceber que as pessoas estavam discutindo os personagens na rua, criando torcida organizada para casal, transformando falas em meme, a ficha caiu”, afirmou o escritor.
Ao comentar o trabalho desenvolvido com Aguinaldo Silva, Virgílio destacou a influência criativa do veterano na construção dos personagens de Três Graças. “Todos os personagens têm a assinatura, a grife Aguinaldo Silva, por assim dizer. São todos emocionais, contraditórios, imperfeitos, cheios de nuances”, explicou o coautor da novela da Globo.
“Eu e Zé Dassilva costumamos dizer que Aguinaldo deu a linha editorial da novela e nós seguimos essa linha com total liberdade criativa”, acrescentou Virgílio Silva. O escritor também definiu o trabalho ao lado do veterano como um aprendizado constante dentro da dramaturgia da Globo. “Trabalhar com Aguinaldo Silva é sempre um grande aprendizado. Todo dia eu aprendo uma coisa nova. Ele entende, ouso dizer, mais do que ninguém, a linguagem da novela”, declarou.


