JAQUELINE VARGAS

Autora de Sessão de Terapia mudou de vida após série e revelou impacto dos roteiros

Série do Globoplay abordará novos conflitos emocionais e aprofundará dilemas do terapeuta vivido por Selton Mello

Selton Mello em cena da série Sessão de Terapia sentado próximo à janela com expressão reflexiva
Sessão de Terapia estreou sexta temporada no Globoplay (foto: Reprodução/Internet)

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Sessão de Terapia chegou à sexta temporada no Globoplay com novos personagens e conflitos ligados à saúde mental. A série segue dirigida e protagonizada por Selton Mello, intérprete do terapeuta Caio Barone. Os episódios inéditos também aprofundarão questões emocionais e familiares do personagem principal. O roteiro é assinado por Jaqueline Vargas, que passou a atuar na área de psicanálise após trabalhar nas primeiras temporadas da produção.

Em entrevista, Jaqueline Vargas relembrou que iniciou formação em psicanálise depois do encerramento temporário da série. “Depois que acabou a terceira temporada, falaram para mim: ‘Não vai ter mais a série’”, contou. A roteirista afirmou que realizou especializações voltadas principalmente ao atendimento de adolescentes antes de ser novamente chamada para trabalhar em Sessão de Terapia quando o projeto retornou ao catálogo do Globoplay anos depois.

Jaqueline Vargas explicou ainda que a dinâmica criativa da série frequentemente se aproxima das experiências vividas em sessões terapêuticas reais. “[Sessão de Terapia] é uma série que acessa o inconsciente”, afirmou. Segundo ela, atores e roteiristas acabam trazendo elementos inesperados para as cenas durante o processo de criação. A autora destacou que muitas falas consideradas inicialmente equivocadas acabam revelando aspectos profundos da personalidade dos personagens retratados na narrativa.

“Às vezes o roteiro escreve uma coisa que não está nas escaletas, que a gente não discutiu”, declarou a roteirista. Jaqueline Vargas explicou que essas situações acabam enriquecendo a construção dramática da série. “Essa série tem muito desses atos falhos, que são muito interessantes”, completou ao comentar os mecanismos psicológicos utilizados na composição dos diálogos e das sessões conduzidas pelo terapeuta interpretado por Selton Mello.

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