Euphoria encerrou sua trajetória após uma temporada composta por oito episódios. O desfecho da série foi acompanhado por debates envolvendo a construção de alguns personagens, especialmente Cassie, interpretada por Sydney Sweeney. Durante entrevista ao jornal The New York Times, o criador e diretor Sam Levinson revelou detalhes de uma conversa com a atriz sobre a abordagem adotada na reta final da produção.
Segundo Sam Levinson, houve um momento em que ele considerou alterar parte do material escrito para a personagem. A ideia era reduzir determinadas cenas previstas originalmente, mas a proposta não avançou após uma conversa com Sydney Sweeney. “Quando escrevi o roteiro, pensei: ‘Talvez a gente filme tudo isso sem nudez, talvez haja maneiras de contornar certas coisas?’”, declarou.
“E ela olhou para mim e disse: ‘Você está brincando? Estou interpretando uma modelo do OnlyFans. Você está me dizendo que vai dar um jeito de contornar isso?’”, relatou o diretor. Na temporada final, Cassie teve uma narrativa ligada à produção de conteúdo adulto por assinatura. A personagem esteve no centro de algumas das sequências mais comentadas da série ao longo dos episódios exibidos.
Ao comentar o trabalho de Sydney Sweeney, Sam Levinson destacou o comprometimento da atriz durante as gravações. O diretor afirmou que ela demonstrou segurança em relação às escolhas feitas para a personagem. “Ela é uma atriz totalmente destemida. Além disso, é extremamente profissional e sempre chega disposta a tudo”, declarou.
A trajetória de Cassie não foi a única a abordar temas relacionados à sexualidade e ao mercado de conteúdos adultos. Outras personagens centrais também tiveram histórias que passaram por questões semelhantes durante a temporada. Jules, interpretada por Hunter Schafer, e Rue, vivida por Zendaya, também foram inseridas em contextos ligados a relacionamentos financeiros e ambientes associados ao entretenimento adulto, embora por caminhos diferentes dentro da narrativa.
Questionado sobre a repetição de temas envolvendo diferentes protagonistas, Sam Levinson associou as histórias ao contexto cultural contemporâneo e ao impacto das redes sociais no comportamento das novas gerações. “Acho que é um subproduto da cultura e do que está acontecendo em termos de mídias sociais. Acho que são todas formas leves de prostituição”, afirmou.


