Larissa Riquelme falou sobre a transformação provocada pela fama conquistada durante a Copa do Mundo de 2010. A paraguaia relembrou o episódio que a tornou conhecida internacionalmente e explicou como aproveitou a visibilidade para construir uma carreira na comunicação. Atualmente, ela atua como jornalista, apresentadora e comentarista esportiva em seu país.
A imagem que circulou pelo mundo foi registrada durante uma partida do Paraguai na África do Sul. Na ocasião, Larissa apareceu nas arquibancadas com um telefone celular entre os seios e rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados daquela edição do torneio. “O que começou como o sonho de uma paraguaia torcendo pelo seu time acabou se tornando um fenômeno global”, disse.
“Da noite para o dia, minha imagem viajou o mundo e abriu portas que eu jamais imaginei. Mas além da fama, o que realmente mudou foi minha perspectiva de vida. Entendi que os sonhos podem te levar muito mais longe do que você imagina quando acompanhados de trabalho árduo, perseverança e fé”, afirmou à revista Quem.
A repercussão internacional levou Larissa Riquelme a receber atenção de veículos de imprensa de diversos países. O reconhecimento imediato, porém, trouxe desafios relacionados à exposição pública. “Passei de ter uma vida normal a me tornar notícia internacional. A parte mais difícil foi aprender a conviver com a exposição, as críticas e as expectativas de milhões de pessoas”, declarou.
Ao longo dos anos, Larissa Riquelme precisou lidar com a associação constante entre sua imagem e o episódio que a tornou conhecida. A comunicadora afirma que sempre procurou preservar a vida pessoal e direcionar a atenção para sua evolução profissional. “Sempre preferi manter minha vida pessoal privada. As pessoas são curiosas, mas hoje gosto que elas também se interessem pela minha carreira, minha evolução e tudo o que construí profissionalmente ao longo desses anos”, explicou.
Ela reconhece que a exposição na Copa ajudou a abrir oportunidades, mas destaca que também criou barreiras para ser levada a sério em outros segmentos da comunicação. “Seria injusto negar que essa exposição me abriu portas importantes internacionalmente. Mas também houve momentos em que algumas pessoas só viam a imagem e não viam a mulher trabalhadora por trás dela. Entendi que meu maior desafio era provar que eu podia construir uma carreira muito mais ampla”, afirmou.
A apresentadora acrescentou que nunca quis ser lembrada apenas pelo episódio ocorrido na Copa do Mundo. “Eu não queria que minha história se limitasse a uma única fotografia ou a um momento específico. Queria mostrar que eu podia crescer e me reinventar”, disse.
Nos últimos anos, Larissa Riquelme investiu em qualificação profissional para atuar no jornalismo esportivo. Além disso, graduou-se como repórter e comentarista esportiva e está prestes a concluir a formação em Ciências da Comunicação. Atualmente, divide seu trabalho entre televisão, rádio e plataformas digitais.
“Nunca me contentei com a fama passageira. Sempre acreditei que a melhor maneira de manter uma carreira é por meio do aprendizado constante. Costumo dizer que uma fotografia pode abrir portas, mas não sustenta uma carreira por mais de quinze anos. O que realmente mantém uma pessoa relevante é a disciplina, o conhecimento e a capacidade de adaptação às mudanças”, afirmou.


