BASTIDORES

Tino Marcos relembra bronca de diretor da Globo por voz no início da carreira

Jornalista contou no Sem Censura que ouviu observações de Armando Nogueira sobre sua postura profissional poucos meses após chegar à emissora

“Era muito juvenil ainda. Tinha uma voz muito… Lembro de uma época em que o Armando Nogueira, diretor e todo-poderoso da Globo, dizia: ‘Esse menino está pronto para ir para o Jornal Nacional, mas precisa parar com essa voz de menino. Precisa ser mais homem! Precisa ser menos menino!’.”
Tino Marcos entrou na Globo aos 23 anos, em 1985 (foto: Reprodução/Internet)

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Tino Marcos relembrou uma cobrança que recebeu de um dos principais executivos da Globo nos primeiros anos de sua trajetória na televisão. Durante participação no Sem Censura, da TV Brasil, o jornalista contou que ouviu críticas de Armando Nogueira (1927-2010) sobre sua voz quando ainda dava os primeiros passos na emissora. O repórter ingressou no canal em 1985, aos 23 anos, e permaneceu contratado por 35 anos.

“Tinha uma voz muito… Lembro de uma época em que o Armando Nogueira, diretor e todo-poderoso da Globo, dizia: ‘Esse menino está pronto para ir para o Jornal Nacional, mas precisa parar com essa voz de menino. Precisa ser mais homem! Precisa ser menos menino!’”, afirmou o jornalista durante a entrevista.

O veterano explicou que já dominava aspectos fundamentais do jornalismo antes de chegar à emissora. Produção de texto e apuração faziam parte de sua rotina profissional. Ainda assim, ele precisou desenvolver habilidades específicas exigidas pela televisão. Questões ligadas à postura diante das câmeras e ao uso da voz passaram a fazer parte do processo de adaptação ao novo ambiente de trabalho.

Ao comentar a chegada à Globo, Tino Marcos também relembrou uma conversa com o pai antes de aceitar a proposta. “Quando me convidaram, ainda fiquei titubeante. E meu pai, na pureza dele: ‘Filho, aquilo lá é um ninho de cobra. Será que você vai? Você é tão tímido’. Eu falei: ‘Pai, eu tenho 23 anos, se der ruim eu tento de novo a vida’”, contou. O jornalista destacou o peso da oportunidade naquele momento da carreira. “Era uma oportunidade muito importante, a Globo. Era mais dinheiro do que eu ganhava no jornal”, declarou.

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