João Carlos Albuquerque falou sobre as dificuldades enfrentadas desde que deixou a ESPN, em 2019. Em entrevista ao jornalista Cosme Rímoli, o veterano relatou problemas para retornar ao mercado esportivo e afirmou que sua situação financeira se deteriorou nos últimos anos após o encerramento de sua passagem pela emissora.
Conhecido pelo apelido de Canalha, João Carlos Albuquerque construiu uma trajetória de mais de cinco décadas no rádio e na televisão. Mesmo com a experiência acumulada, ele disse que não conseguiu novas oportunidades relevantes no jornalismo esportivo desde a saída da empresa pertencente à Disney.
“Foi tudo muito bom. Até que o Brasil se dividiu. E não teve mais espaço para mim, que sempre contestei a maneira como o Brasil e o brasileiro são tratados. Nunca mais fui chamado para trabalhar no esporte. E, como nunca fui de guardar dinheiro, não estou pobre. Estou muito pobre!“, declarou o jornalista durante a conversa.
O jornalista integrou a equipe da ESPN entre 1995 e 2019. Durante esse período, apresentou programas como Bate-Bola e Linha de Passe, além de participar de diferentes projetos ligados à cobertura esportiva. Na entrevista, João Carlos Albuquerque avaliou que a emissora teve papel importante na transformação do jornalismo esportivo brasileiro ao incentivar maior participação do público nos programas.
“Entendi que a televisão precisa de interação. Nada de o apresentador ficar horas lendo notícias. Comigo, não. Fiz questão de questionar, dar voz a quem gosta de esporte. Inclusive para me criticar, xingar. Me xingavam, mas ouviam de volta”, afirmou o comunicador.
Após deixar a ESPN, João Carlos Albuquerque buscou alternativas para complementar a renda. Em 2019, ele participou do The Voice Brasil, mas não avançou para as etapas decisivas do reality musical. Desde então, o jornalista passou a realizar apresentações como cantor. No início de junho, João Carlos Albuquerque foi contratado pela Revista Fórum para integrar a equipe responsável pela cobertura da Copa do Mundo de 2026.


